A madrugada avançava lentamente, tingindo o céu lá fora de tons azul-escuro e púrpura quase negros, mas dentro da sala do hospital, a noite parecia interminável, densa e carregada de uma tensão invisível que se infiltrava nos cantos mais discretos do ambiente. Cada sombra alongava-se como se tivesse vida própria, cada reflexo da luz nos monitores parecia pulsar em sintonia com os pensamentos de Eduardo, como se de alguma forma estivesse conectado à colina, à casa que sussurrava, e às experiências que haviam atravessado juntos. Lívia permanecia ao lado dele, segurando sua mão firme, sentindo a pulsação de cada gesto, cada respiração, cada leve mudança de expressão que carregava significados que iam muito além do que os olhos poderiam perceber. Daniel estava próximo, observando cada detalhe

