Último Capítulo — Lucinda Narrando. O tempo passa rápido demais quando a gente aprende a viver de verdade. Às vezes eu paro no meio da casa, no meio do corredor mesmo, escuto o silêncio cortado apenas pela respiração tranquila dos meus filhos dormindo, e meu peito aperta de um jeito bom. Não é dor. É aquele aperto que vem quando a felicidade é grande demais pra caber inteira no peito. É felicidade misturada com responsabilidade. É amor que pesa, mas sustenta. Sou mãe. Sou esposa. Sou frente do morro da Alvorada. E continuo sendo quem eu sempre fui. Aprendi que crescer não é abandonar quem a gente era, é fortalecer. Eu não deixei de ser firme, estrategista, observadora. Só aprendi a ser mais paciente. A medir riscos pensando não só em mim, mas em duas vidas que dependem de cada passo
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