— Sim. Mas ele não está mais preso, ele morreu. Os seus olhos ficam mais opacos e com mais dor. — Ele... abusou de mim quando eu tinha oito anos. Ele confessa com dificuldade e com a surpresa junto com a dor que se forma em mim ao imaginar o meu irmão pequeno e abusado pela própria família. Sinto como se fossem bater forte no meu peito, a minha mente cria imagens que assusto e apago imediatamente. Sensações estranhas cercam o meu corpo, todas negativas e fortes. Odiar e detestar aquele ser que não conheço, mas, a minha mente pensa que a morte foi uma dádiva. Tinham que bater nele, torturá-lo e... Contenho os meus pensamentos e a raiva que se instala dentro de mim. — Ele me ameaçou, me disse que mataria a minha mãe e o meu pai se eu contasse para alguém. Durante três meses vivi aquela

