A médica abre a bata, verificando o ferimento e tocando o meu abdômen, cada um dos seus toques me faz cerrar os punhos e os seus dedos são mais um dardo na ferida interna que não para de sangrar. — A dor é temporária. Ela informa. — Nos próximos dias, ela vai diminuir. — Preciso te perguntar uma coisa. Eu engoli com dificuldade. — Pretendo doar parte do meu fígado para o meu irmão, já fiz todos os exames assim como ele fez com o médico dele. Estávamos pensando em fazer isso em uma semana e meia porque quanto mais cedo melhor. Ela me olha com desdém. — Será que eles podem fazer a extração aqui? — O que você está pedindo é algo sério, mas é possível, o que é recomendado é que o médico do seu irmão entre em contato com o diretor da clínica, verifique com a equipe e os médicos daqui para

