— Faça uma trança para mim. Ela me dá as costas enquanto ajeita os botões e o grupo insuportável da sala começa a murmurar que estamos nos tocando e nos dando carinho.
Se a líder desse grupo for aquela que Melody ama. Eu penso.
— Bom dia, arrumem os seus livros e cadernos em cima da mesa e começaremos a aula. A professora de história entra e percebe o que estamos fazendo. Ela arqueia uma das sobrancelhas para que eu pare o que estou fazendo, deixo a trança quase finalizada e rapidamente coloco um laço nela. — Como vocês sabem, na semana passada faltou um grupo para apresentar, as meninas me explicaram os motivos e me deram a justificativa do motivo da falta, então antes de começar a aula vamos ouvir.
— Isso não é justo connosco que nos esforçamos para apresentar semana passada. Protesta uma das meninas do grupo. — Todas sabemos o que elas estavam fazendo naquele dia e por que não se apresentaram.
— Me deram um atestado médico, Sobella, se você quiser eu te mostro. Respondeu a professora, tirando o atestado que uma das primas mais velhas de Melody nos deu.
— Deve ser falso. Continua a mesma menina e começamos a tirar o material com que vamos expor.
Levantamo-nos, apesar dos protestos aos quais se junta o grupo de sete meninas que libertam veneno. O nosso ponto na reforma de (1509-1603), começamos a expor tudo o que nos esforçamos para aprender durante dois dias, decompondo tudo o que aconteceu naquele tempo.
— Alguém tem algo a perguntar? Algo para contribuir com o que os seus colegas disseram? Pergunta a professora e Sobella levanta a mão pedindo por pura estu*pidez que nos faz ficar mais tempo respondendo algo que sabemos que não ficará na sua cabeça vazia.
Passa a aula de história e chega a aula de matemática e depois entra o professor que dá aula de italiano. A língua não é difícil, a minha mãe falava porque o pai dela era desse país. Os nossos estômagos roncam a cada aula e chegamos quase desmaiadas no refeitório na hora do almoço.
Quero comida pesada e peço macarrão com carne ao molho bolonhesa e suco, Melody é vegetariana e pede arroz, salada e croquetes de uma coisa que só ela conhece, sentamos numa mesa no grande auditório. Devoramos tudo em poucos minutos, as mesas deste lugar são compridas e todos nos olham de forma estranha por comermos com tanta falta de educação.
Como se fôssemos as únicas com quem isso acontece neste lugar.
— Vamos para o jardim, é evidente que estas pessoas nunca tiveram fome e é por isso que estão nos olhando tanto. Diz a minha amiga em choque e eu rio, levantando-me da mesa, deixando a bandeja nos locais reservados para isso.
— Preciso fazer uma ligação quando chegarmos ao jardim. Aviso para a Melody.
— Diga ao seu irmão gostoso que eu mandei um oi e que ainda estou esperando ele tirar a minha calcinha. Ela murmura e eu olho para ela com desgosto.
— Você tem o número dele, diga você isso a ele, sua nojenta, não quero imaginar o meu irmão com você. Tiro o telefone da bolsa e disco o número de Milan, que demora para atender a ligação.
— Olá, garotinha da minha vida. Ele me cumprimenta. — Imaginei que você estava na aula e por isso não me atendeu e não porque estava saindo com o seu namorado idi8ota.
— Milan, que maneira de dizer "olá". Eu bufei. — Você acertou na primeira coisa, mas não foi por causa do meu namorado, foi por causa da minha colega de quarto maluca. Eu brinquei, ganhando um tapa no braço.
— Diga à Melody para parar de me mandar fotos com pouca roupa, eles vão me colocar na cadeia por causa delas.
— Ela apenas me pediu que lhe fizesse o favor de lhe dizer uma coisa, mas o desagrado na sua voz me diz que você não vai gostar.
— Acho que vou te dar permissão para contar o nosso segredo para sua amiga para que ela pare com o assédio. Ele diz e eu rio.
— Da próxima vez que eu for até aí, colocarei uma ordem de restrição contra ela.
— Pare, Melody te ama.
— Eu falaria que até demais. Mas, não farei isso, mas diga para ela parar de se tocar quando me ver.
— Traga Liam para ela dar um pouco do seu amor para ele.
— Vou pensar nisso. Ele fala desconfortavelmente e eu sei que é por causa do pouco carinho que o gêmeo malvado tem por mim. Mudando de assunto, tenho para vocês a maravilhosa notícia de que o seu irmão é quem fará o discurso na formatura dos formandos deste ano. Ele revela e solto um grito de alegria que o faz rir. — Eles me escolheram porque tenho a melhor média e porque o escritório de advocacia onde trabalho está me cedendo casos, pelo meu bom desempenho judicial.
— Fico imensamente feliz que as coisas estejam indo tão bem para você, farei com que você trave as minhas batalhas jurídicas no futuro. Você será meu advogado. Eu digo para ele.
— É você está certa, ninguém vai te defender como eu. Ele avisa e vejo como o pequeno grupo das sete meninas da sala se aproxima com sorrisos mais falsos do que o sorriso de um político em campanha eleitoral.
— Tenho que desligar, se cuida, continuar sendo o melhor e tenha um ótimo dia.
— O mesmo para você, eu te amo.
— Eu também te amo. Me despeço quando as meninas estão a um metro de distância e Melody volta para o meu lado.
— Conversando com o seu namorado? Indaga Amy Johnson, líder do grupo.
— O que você disse? Desde quando eu tenho que explicar com quem estou falando? Eu questiono, olhando para ela com indiferença.
— Eu estava interessada em saber se ele te contou o que fizemos ontem à noite. Ela diz sugestivamente, passando a língua pelos lábios, me deixando tensa. — Maiko beija tão bem quanto eu pensava.
— Você está mentindo. Eu não acredito nela.
Ela sempre gostou da Maiko e desde que ficamos noivos ela vem tentando causar problemas entre nós. O internato é para meninas e meninos, mas vemos as aulas separadamente e só nos encontramos no horário de saída.
— Se você não acredita em mim, pergunte a ele o que ele estava fazendo ontem à noite às nove, porque pelo que me lembro ele me beijou e me tocou como queria. Ela diz como se fosse algo de que deveria se orgulhar.
— Não vou fazer perguntas estúp*idas sobre uma va*dia no cio que devia se envergonhar.