O desespero de querer sumir do estacionamento e estar em outro lugar me invade. Eu gostaria de ser algum tipo de ser mágico com esse tipo de poder porque o medo no meu corpo me fará desmaiar para não ter que enfrentar essa situação desconfortável. O meu coração bate na caixa torácica a cada batida e respiro algumas vezes antes de me virar lentamente, esbarrar no rosto de Lucas e então ver o detetive que estava com Wilson da última vez. Os dois homens estão sérios, com gestos endurecidos. — Boa tarde, detetive. Saúda Lucas com a cara apática. — Lucas, ele é o detetive... Não lembro o nome dele ou ele não me disse, nesse momento não lembro mais. — Detetive Francis Betancourt. Diz ele quando percebe que não me lembro do nome dele. Nenhum deles aperta as mãos como sempre, apenas balança

