O café da manhã naquele lugar era digno de reis e rainhas. Eram tantas opções, que se decidisse pegar tudo, sairia de lá carregada de tanto comer. Mas Bruna não ia perder a oportunidade de experimentar tudo que pudesse. Pegou um pouquinho de cada e colocou em seu prato. Para ela, desde o primeiro instante naquela vila, tudo tinha cheiro e gosto de liberdade. Poder andar livre, fazer o que quiser, sem a pressão dos sermões do pai em suas costas, era tranquilizador. Lógico que ali ela tinha regras a seguir, uma dieta, horários, treinos, uma rotina de fisioterapia, mas naquele ambiente, ela era vista como um individual adulto capaz de fazer escolhas por si mesma. Ela tinha autonomia acima de tudo. Se iria acatar às regras era uma decisão dela e de mais ninguém. Levou pelo menos uma hora at

