No quarto ao lado, Vicente deixou-se cair na poltrona, os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos passando pelos cabelos. Sentia-se frustrado. Ele deveria estar no controle, mas, toda vez que Olívia sorria, o controle parecia escapar como areia entre seus dedos. Ela não fazia esforço para atraí-lo, o que o irritava ainda mais. Talvez fosse justamente essa naturalidade, essa maneira leve de estar presente, que o intrigava. Olívia não precisava de artifícios; ela era real, e isso o desarmava. Na manhã seguinte, Olívia acordou com a luz suave entrando pelas cortinas. Tinha dormido m*l, as palavras de Vicente e o quase beijo da noite anterior não saíam de sua cabeça. Quando decidiu finalmente se levantar, bateu à porta do quarto dele. — Vicente? Está pronto? — chamou, batendo mais uma vez

