Vicente apertou a ponte do nariz, sentindo a pressão do peso que sua mãe sempre jogava sobre ele, mesmo nas questões mais pessoais. Eles estavam na biblioteca da mansão dos Salvatori, um ambiente elegante, mas sufocante, especialmente nas ocasiões em que Vera decidia dar ordens disfarçadas de "conselhos". A conversa começou com um tom casual, mas Vicente sabia que nunca era só isso com sua mãe. Ela jogava as palavras como se fossem estratégias de guerra. — Agora que o casamento aconteceu, é hora de pensar no próximo passo, filho. Filhos. Vicente levantou o olhar das páginas do relatório que tentava revisar, fechando-o com calma e deixando-o de lado. — Mãe, eu já fiz o que você pediu, casei-me. — Sua voz era controlada, mas firme. — Não me venha agora com exigências de netos. Vera se i

