Capítulo 58: Dante sente o vazio no outro lado da linha e, pela primeira vez, o predador se vê como presa. O silêncio no escritório era cortado apenas pelo tilintar do gelo no copo de uísque. Dante caminhava de um lado para o outro, o celular pressionado contra o ouvido. Cada tom de chamada sem resposta fazia seus nervos ficarem mais tensos. — Atenda, Vicente… — murmurou ele entre dentes, sua voz grave carregada de irritação. A ligação caiu novamente na caixa postal. Dante apertou o celular com tanta força que quase o partiu ao meio. — Maldição! — ele rosnou, atirando o copo contra a parede. Os cacos se espalharam pelo chão, brilhando sob a luz fraca do abajur. Ele olhou para o celular uma última vez antes de discar para outro número. — Traz o Russo e o Martínez aqui. Agora! Dois

