Capítulo 4

1090 Words
Erick Já se passaram algumas semanas desde a festa da faculdade, a qual a Giovanna me deu um fora. Tenho tentado me aproximar dela, mas sem sucesso. Pense numa ruivinha difícil! — Erick, já arrumou um lugar para estagiar? O Luís me pergunta — Ainda não, mas vou arrumar, só falta eu falar com o Heitor. Digo — Boa sorte. Ele diz. — O professor está no seu pé. — Ainda tem tempo até a formatura, vou começar a fazer meu TCC. — Você ainda não começou? Ele pergunta — Não. Digo dando de ombros — Eu já tô terminando o meu, você tem noção o quanto é difícil fazer um? — Relaxa Luís, eu sou o cara. Digo e ele n**a com a cabeça Vejo a Giovanna entrar no refeitório junto com a Helena. — Vou ali. Digo ao Luís me levantando em seguida Chego na mesa em que as meninas estão e tiro um chocolate do bolso e entrego a Giovanna. — Que isso? Ela pergunta — Um chocolate Digo — Eu sei, por que você me deu? — Porque eu quis, e não se recusa chocolate, moça. Olho para a Helena que está atenta a nossa conversa. — Tudo bem Helena? Pergunto — Sim. Ela diz — Então moça bonita, você poderia me passar seu número para conversarmos melhor. Me sento na mesa com elas e entrego meu celular a Giovanna — Não quero. Ela me devolve o celular. O que eu faço pra conseguir o número dela? — Eu só queria ser seu amigo. Digo — Eu sei muito bem que tipo de amizade você quer. Ela rebate — Gente, licença, eu vou ao banheiro. A Helena diz nos deixando sozinhos — É sério Giovanna, só quero ser seu amigo, conversar um pouco. — Eu já falei que não, dá pra parar de insistir? Caraca! Ela é nervosa — Porque você desconfia de mim? — Conheço sua fama. Ela diz tomando um pouco do seu suco — Eu sou uma pessoa legal, eu juro, pode perguntar ao Heitor, ele é meu amigo. Ela me olha séria. — Você é amigo do Heitor? Ela pergunta Será que agora ela passa o número dela? — Sou sim. Digo já tirando meu celular do bolso novamente — Ah, então você deve ser igual a ele, não tem um pingo de juízo. Ela diz e sai me deixando sozinho na mesa. Droga! (...) — Erick, você vai querer abrir seu consultório aqui mesmo em Nova York? Minha mãe pergunta Eu moro sozinho em um apartamento luxuoso aqui na grande Nova York. Meus pais vieram me visitar neste final de semana, eles estão morando na Espanha atualmente. Meus pais já moraram em quase todo o mundo, praticamente todos os anos eles se mudavam de cidade, ou país. — Não, eu vou ser sócio de um amigo meu. Digo — Que amigo? Meu pai pergunta — Heitor Salvatore — Sei quem é, já falou com ele? Ele pergunta tomando um gole do seu Whisky — Ainda não, mas tenho certeza que ele não vai se opor. — Por que você não abre seu próprio consultório? Minha mãe pergunta — Dá muito trabalho mãe, eu tenho que comprar um lugar, montar um consultório, designer. Digo — Você sempre gostou de tudo muito fácil. Ela rebate — Nem tudo. A campainha toca e eu vou atender, deve ser a comida que pedi. — Vamos jantar. Digo assim que dispenso o entregador — Você sempre pede comida? Minha mãe pergunta — Nem sempre, as vezes quando tô com coragem eu cozinho. Digo — Você tem que se alimentar direito, meu filho. Ela diz Minha mãe é formada em nutrição, por isso ela pega tanto no meu pé por causa da alimentação. — Eu sei, mamãe. Digo Jantamos em silêncio. Depois fomos pra sala e conversamos um pouco, até minha mãe falar que ia dormir e ficar só meu pai e eu. — Pai, agora que a mamãe foi dormir, eu tenho algo para lhe contar. Digo — Pode falar. Meu pai diz — Eu acho que tô afim de uma menina, dessa vez é pra valer. Ele me olha surpreso. — Quem é? — A Giovanna Miller. Digo — Miller? Da família dos Millers? — Sim. Eu nunca tive problemas pra falar com meu pai sobre isso. Ele é um bom conselheiro. — Filho, o que você tem na cabeça? Você sabe a fama do pai e irmão dela? Você vai apanhar. Meu pai diz me fazendo rir — Pai, eu sei me cuidar, e ela não tá me dando atenção. Digo E agora quem rir é meu pai. — Quer dizer que você levou um fora? Ele pergunta — Um não, vários já, pense numa menina difícil — Ela é a caçula, né? — Isso. Digo — Erick, chega um momento na vida da gente que temos que fazer uma escolha, se vamos continuar com a vida de farra, regadas a muita bebida e sexo, ou, se vamos amadurecer. Ele diz. — O que eu tô querendo dizer filho, é que, você tem que parar e pensar o que você realmente sente por essa menina, se é só uma atração que quando você conseguir ficar com ela, vai passar, ou, se é um sentimento maior, o qual você tá disposto a lutar por ela e ser feliz. Ele diz — Pai, ela me encantou desde o início, nos esbarramos um dia desses no corredor da faculdade, e assim que eu vi aqueles lindos olhos verdes me olhando, fiquei encantado, eu não sei explicar o que sinto por ela, só sei que não paro de pensar nela, tenho vontade de ficar conversando com ela o dia inteiro, mas ela não me dá a******a. Digo — Então, você já tem sua resposta. Ele diz saindo da sala e indo em direção ao quarto. Eu fico perdido em meus pensamentos, será que estou me apaixonando pela Giovanna? Eu nunca me apaixonei por ninguém, então, não sei explicar realmente o que eu tô sentindo. Mas, eu não irei desistir de conquistar ela, não é questão de machismo ou apenas porque ela me deu um fora. Mas, é questão de não conseguir parar de pensar nela um minuto, é a necessidade de estar perto dela. É como se o sorriso dela fosse meu combustível para ir enfrentar a faculdade toda a manhã, em busca de me tornar uma pessoa que der orgulho não só aos meus pais, mas quem sabe um dia, a ela. Será que isso é paixão?
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