Acordei com uma vontade enorme de ir ao banheiro. Fiz minhas necessidades, escovei meus dentes e depois sair do banheiro. Christian já estava acordado meio sentado na cama.
-Bom dia amor! Ele diz sorrindo para mim.
-Bom dia! Digo sentando na cama. Como dormiu?
-Ótimo. Com você ao meu lado eu sempre durmo bem.
-Eu também. Vou ver Phoebe.
-Ela já acordou? Ele perguntou e percebi que queria ficar mais comigo.
-Ainda não sei. Não ouvir a babá eletrônica. Eu dizia já saindo do quarto.
Fui para quarto da minha filha e ela não estava mais no berço. Segui pra sala, cheguei na sala ninguém estava. Fui a cozinha e dei bom dia a Gail. Perguntei se ela viu onde Phoebe estava. Ela me disse que estava com a enfermeira Blanca na sala de TV. Agradeci a Gail e segui para a sala de TV. Quando cheguei na porta escutei uma conversa dela com Phoebe.
-Nossa bonequinha, se essa sua mãe não tivesse voltado dos mortos, eu, você e o papai seríamos uma família perfeita. Ela diz e eu fico estática. Como ela pode está dizendo isso para uma criança, por mais que Phoebe ainda não entenda nada. Ela não poderia dizer isso a ela. Mas se sua mãe acha que eu vou sai daqui, ela está muito enganada. A essa hora seu pai deve ter dito a ela que você precisa de mim e ele também. Afinal de contas ficamos aqui só nós três por tanto tempo, até mesmo dando essa louca como morta, e eu fiquei cuidado de vocês dois, claro que do papai não cuidei tão bem, mas eu creio que mais um pouco ficando aqui eu cuidarei dele como deve ser.
Eu saio dali não querendo escutar mais nada. Christian tem que colocar essa mulher para fora da nossa casa. Ela não presta. Sigo para o quarto assustada com tudo com que houve. Ela não esperava que eu voltasse, já estava com tudo esquematizado em sua mente. Como pode existir pessoas assim? Entro no quarto não querendo falar com Christian sobre o que eu ouvir, eu só quer ele coloque ela para fora daqui. Mas ele percebe a minha cara e indaga.
-O que foi? Indagou querendo saber o porquê eu voltei triste. Nossa filha está bem?
-Sim. Está. Você vai realmente mandar a enfermeira embora, não vai? Eu pergunto, pois não quero que ela continue assim. Eu não confio nela, não gosto dela.
-Vou sim, mas você quer mandar ela embora porque não confia nela, ou porque Phoebe não precisa mais de cuidados especiais? Ele questiona.
-Christian, eu quero cuidar de Phoebe. Mas também quero cuidar do nosso casamento. Seria sim legal ter uma pessoa aqui para que nós pudéssemos ficar na cama até tarde. Para quando eu precisasse sair para resolver algo. Porém essa enfermeira não. Eu não quero ela aqui. Digo, pois não que não queira ninguém cuidado de Phoebe. Eu e Christian precisamos ter um momento a sós.
-Para mim tudo bem, podemos trocar de pessoa. Isso não é um problema para mim. Será feito o que você quiser.
Deito em seu peito e depois disso fizemos amor. Notei incerteza nele, quando o mesmo parou com suas carícias, mas ele me disse que talvez eu quisesse ficar com Phoebe, mas eu não queria deixar de dar atenção a ele, já que Blanca ainda estava aqui, eu aproveitei uma manhã gostosa com ele.
Assim que saímos do banho e nos arrumamos, ele me chama para conversar.
-Ana. Ele me chama
-Oi. Respondo
-Você tem que voltar ao controle das coisas aqui em casa. Nenhum empregado pode te desrespeitar. Ele diz e eu fico surpresa com que ele diz.
-Você está falando por causa da Blanca?
-Não só por causa dela, como qualquer outra coisa aqui dentro. Quem manda é você. A casa é sua. Não quero que você fique com medo do que eu vou pensar, ou vou fazer. A decisão é sua. A casa é sua, e você mandar e desmanda da mesma forma que eu. Não existe que somente eu posso demitir aqui. Ele diz, e eu fico com sem saber como vou fazer.
-O que você quer que eu faça? Questiono a ele.
-O que você quer fazer com a Blanca? Perguntou cruzando os braços.
-Mandar ela embora. Eu digo com toda certeza.
-Então faça. Você nunca precisou de mim para isso. Passamos dois anos casados, sem você precisar de mim para tomar qualquer decisão aqui em casa. E eu quero que continue assim. Eu não posso o dia todo em casa para saber se os empregados estão fazendo direito o serviço deles. Você está aqui, e mesmo antes que você não estava, estava trabalhando, você dava conta disso aqui como ninguém. Então tome de volta a força e energia que você tinha antes aqui. Você não é uma estranha. Não me casei com você hoje, ou ontem, todos aqui sabem quem é a Sra Grey. Suspiro olhando para ele.
-Christian mas ela me disse que eu não a contratei. Que cabe a você mandá-la embora. Eu não sei como faço para tomar o controle de tudo.
-E daí, você se casou comigo e eu já tinha essa porrada de seguranças, Gail, Os funcionários da empresa. E isso não significa nada para mim, pois se algum deles não tiverem fazendo sua função, ou agir com desrespeito, eles têm que está fora. Não me interessa nada. Ele suspira. Ana eu não quero somente a minha esposa amante, a mãe de Phoebe, eu quero a mulher que eu tinha e conheci. Que não abaixava a cabeça para nada e nem ninguém.
-Vou tentar fazer o meu melhor. Digo não tão certa assim.
-Então comece expulsando a Blanca da nossa casa. Diga a ela para passar no RH da empresa para acertar as contas dela. Eu o olho e suspiro.
-Você vai comigo? Pergunto
-Não. Você vai sozinha e vai fazer o seu melhor. Quero ver a Ana desafiadora de volta. Ele diz e sorri. Eu ia saindo e ele me chamou. Volto e o olho. Traga Phoebe para cá. Não quero ela presenciando uma discussão. Ele diz e eu apenas assenti.
Saí dali pensando como posso recuperar minha confiança, meu domínio pelas coisas. Christian tem razão. A casa é minha, Phoebe é minha e o marido é meu e se eu quero que as coisas dê certo, eu tenho que brigar pelo que é meu. Não posso deixar qualquer uma entrar aqui e achar que pode tomar o meu lugar na vida da minha família. Chego na sala de TV e dou bom-dia para Phoebe.
-Oi meu amor. Dormiu bem? Digo a ela, pegando ela no colo e dando um beijo em suas bochechas.
-Mamãe. Ebe nhonho
-Você está vendo desenho linda. Mamãe está vendo. Mas aqui papai quer te ver. Ele está lá no quarto esperando por você. Digo a ela que sorri, mostrando seus dentinhos.
-Ebe, Papa. Ela fala batendo palminha.
-Sim, Ebe vai no papai. Vamos lá então? Já ia saindo quando me virei para encarar a enfermeira Blanca.
-E a Srta, por gentileza, vá para sala de estar, pois quero conversar com você. Digo e ela me olha com raiva. Lamento para ela, pois hoje mesmo ela sai daqui.
Levo Phoebe para Christian, e a entrego. Saio de volta para sala e vejo a enfermeira sentada no sofá. Mas antes vou até a cozinha e peço a Gail para pegar todas as coisas da enfermeira e arrumar tudo em uma mala e deixar na saída para ela. Gail me dá um sorriso de satisfação e assenti. Chegou a hora de colocar aquela pessoa em seu lugar.
-Bom Srta Blanca. Ontem eu disse que a Srta não iria permanecer nesta casa. E então hoje você está oficialmente demitida. Digo e ela me olha e dá um meio sorriso. Suas coisas já estão na porta, lá fora.
-E ontem Sra, eu disse que somente o Sr Grey poderia me mandar embora.
-Pois não, eu sou a dona da casa, e independente se foi ele ou não que te contratou, a Srta sairá daqui agora.
-Eu não vou enquanto ele não falar comigo. Ela grita.
-Pois ele não irá falar com você, a única coisa que tenho que te dizer é para você passar no RH da empresa Grey e pegar seu salário e acerto.
-Eu não vou sai daqui. Ela diz firme.
-Ou você vai embora por bem ou será por m*l. Eu não me importo. Você achou que eu não iria acordar e estava já querendo ficar com minha filha e marido, porém eu acordei e estou aqui para assumir o meu lugar. Digo, e ela me olhar com raiva.
-A Sra deveria ter morrido. Ela diz. E eu tenho vontade de dar na cara dela.
-Mas eu não morri, e estou aqui. Então trate de sair da minha casa agora, ou então você sairá por m*l. Eu já estou sem paciência com ela.
De repente ela começa a gritar por Christian. Isso me dá uma raiva. Vou até Taylor e peço para ele me ajudar a colocá-la para fora. Não aguento mais. Ele vai e pega ela pelo braço e ela sai gritando. Que merda de mulher é essa? Taylor fecha a porta e não escutamos mais nada. Graças a Deus. Mulher louca. Vou até a cozinha e tomo um copo de suco. Volto para o quarto e Christian me olha sorrindo. Me diz que pela minha cara deu certo. Digo que sim. E ele me diz que tem que ir trabalhar. Mais tarde a gente se ver. Ele sai dando um beijo em mim e em Phoebe. Ficamos só nós duas.
Passo do dia todo naquele apto sem nada para fazer. Phoebe é tão tranquila que quase não dá trabalho. Então a maioria do tempo fico sem fazer nada. Eu estou entediada aqui. Eu sei que disse a Christian que não queria voltar a trabalhar agora, mas eu quero, nem que seja desenhando projetos aqui em casa. Só que como vou voltar sem pedir a ajuda de Eliot? Posso pedir de Gia, mas Eliot saberia e poderia me questionar o porquê de não pedir ajuda a ele. Saco. Eu estava em um beco sem saída.
Passamos o dia todo sem fazer nada. Almoçamos, eu li eu livro para Phoebe, dormimos, acordamos e Christian nem se dignou a estar em contato comigo. Eu sei que poderia ligar para ele, mas tenho receio do que ele vai pensar, ou se ele estiver muito ocupado e eu estiver atrapalhando? Não, é melhor esperar ele ligar.
A hora do jantar chegou e Christian não apareceu e nem ligou dizendo que não daria para jantar. Merda, será que vai ser assim? Ele vai começar a ficar distante? Vai afundar em trabalho e não vai se preocupar que tem duas pessoas aqui em casa esperando por ele? Sei que ele deve estar atolado de trabalho, até mesmo porque sua ausência foi demais, mas não pode ser assim.
Fico ali sentada na mesa, esperando que ele chegasse, mas nada. Ele simplesmente não chega. Saio da mesa, sem comer nada volto tudo para a cozinha. Arrumo tudo ali e me sento no sofá. Não sei quanto tempo se passou, e ele chegou e já veio em dá um beijo.
-Tudo bem? Questionou.
-Sim. Você hoje demorou. Digo o olhando.
-Desculpe, mas eu tinha muita coisa no escritório. Diz afrouxando a gravata
-Você quer comer? Gail deixou comida para você.
-Sim, mas eu vou tomar um banho primeiro. E cadê Phoebe? Pergunta.
-Está dormindo. Ela brincou muito hoje. Eu digo.
Ele me dá novamente um beijo e segue para o quarto. Eu estou muito chateada com ele, ele nem se importou de ficar no escritório até tarde, e nem para me avisar.
Ele Chega na sala de jantar. E eu coloquei a mesa só para ele. Esquento o jantar. Coloco o prato e já iria sair, o deixando sozinho. Mas ele me chamou e me pediu me sentasse. Digo que vou ao banheiro. Sento na cama e pego uma revista para ler. Quero me distrair disso tudo. Eu não estou sendo eu, parece que algo em mim se perdeu, e eu preciso me encontrar. Me vejo triste desde o dia que voltei para cá, me vejo sozinha, com medo de errar, medo de fazer algo que ele não goste. E eu não sou assim. Ele está parado na porta do quarto e me olha.
-Me perdoa por não ter te ligado.
-Não tem problema. Deixa de ser boba, diga que tem problema. Se expressa para ele. Meu subconsciente resolve acordar.
-Tem sim. Eu sei que você está chateada por eu não ter ligado.
-Não se preocupe. Eu entendo. Você ficou afastado muito tempo da empresa e nada mais justo do que você organizar tudo por lá. Digo sem olhar para ele.
-Não vamos brigar. Não quero você chateada comigo. Prometo que não vai mais acontecer. Ele diz e eu não digo nada.
Ficamos em silêncio, até o mesmo sem quebrado por Phoebe. Levanto e vou até o quarto dela. A mesma está resmungando. Deve está com fome. A pego no colo, não conversando muito com ela, para a mesma não perder o sono. Vou até a cozinha e faço sua mamadeira. Volto para meu quarto e Christian me olha. Sento com Phoebe e dou a mamadeira dela. Ela mamou tudo e pediu desenho. Viu um pouco e depois dormiu. Levei ela para o quarto dela. E voltei para o meu quarto e me deitei de lado.
-Vamos conversar. Eu não quero ficar assim. Christian diz.
-Eu preciso de tempo. Eu quero um tempo. Eu digo e ele se senta na cama.
-Como assim um tempo? Não entendi. Ele diz.
-Talvez passar uns dias na casa dos meus pais. Digo.
-Olha para mim. Ele fala com raiva. Olha para mim Anastásia. Ele pede de novo e eu o olho. Você está arrependida de voltar para mim? De tentarmos viver nossa vida? Ele pede nervoso.
-Não estou arrependida. Só preciso de tempo.
-Tempo para que? Ele pediu se levantando e começa a andar de um lado para o outro.
-Eu me sinto triste aqui. Eu me sinto sozinha. Com medo de errar com você e nossa vida se tornar um nada novamente. Digo e ele me olha surpreso com que eu disse.
-Medo de errar comigo? Ana, não, por favor não, tire esse medo da sua cabeça, do seu coração. Você me disse que viveríamos o presente e esqueceriamos o passado. Ele dizia sentando perto de mim.
-Sim, eu disse, mas você está tão distante que eu não sei o que pensar, o que fazer. Hoje mesmo, você não me ligou, não deu notícias suas para nada. Nem para me dizer que não iria vir para jantar.
-Eu peço desculpas por isso. Mas não quer dizer que não pense em você ou em Phoebe. Eu só estou muito ocupado. E porque você não me ligou se estava se sentindo assim? Ele pede
-Por medo, por receio de você achar que eu estava sendo demais. Por medo do que você iria pensar ou falar. Não sei. Eu só sei que não consegui te ligar, pensando em tudo, menos que você fosse receptivo comigo. Ele me olha incrédulo.
-Pare de pensar em como vou agir ou pensar. Ana eu disse sério que quero a Ana desafiadora de volta. Você nunca se importou com nada, ainda mais o que eu pensaria. Então pare com isso. Quer me cobrar as coisas que me cobre, não me importo e nunca me importei. Sempre gostei que você me cobrasse atenção, pois sentia que você me amava e me queria mais que tudo.
-Você se importa se eu for passar uns dias com meus pais? Pergunto e ele levanta.
-Claro que me importo. Você m*l voltou e quer se afastar de mim. Eu não quero isso, e nem vou aceitar isso. Vamos resolver nossa vida aqui. Pare de fugir. Que briguemos, falamos tudo que sentimos, mas você não irá fugir mais de mim. Ele fala.
-Quero voltar a trabalhar. Falo e ele me olha.
-E o que nós dois conversamos sobre isso? Não combinamos de você ficar mais um tempo cuidando de Phoebe?
-Sim, combinamos, mas eu me sinto m*l sem fazer nada. Phoebe não me dá trabalho nenhum. Ela é super tranquila. Quando combinamos eu esperava que ela fosse me dar trabalho, mas não, ela é totalmente tranquila. E outra eu posso trabalhar aqui. Eu só quero fazer algo. Me senti útil.
-Tudo bem, eu não vou me opor a isso. Contanto que você não queira fugir de mim novamente. Eu aceito o que você quiser. Ele fala se aproximando de mim novamente e beija minha mão. Vamos fazer dá certo. Eu te amo muito. Não quero nos ver separados de novo. E nem quero criar Phoebe como pais solteiros. Ele fala alisando minha mão, e olhando para mim.
-Eu só tenho que me descobrir novamente, e é por isso que eu queria um tempo. Falo e ele suspira.
-Eu te dou seu tempo, mas aqui comigo. Não vou deixar você se afastar de novo. E outra afastar a nossa filha de mim. Eu não me imagino sem você, e muito menos sem ela. Então, quer tempo, você terá seu tempo aqui em casa. Posso fazer o que você quiser, menos me afastar de você e da nossa filha.
-Tudo bem. Falo e ele me beija na boca.
-Faça amor comigo. Eu quero sentir você. Eu quero sentir que estamos bem, que vamos ficar bem. Se você está com medo da minha reação, do que eu penso, eu também estou inseguro. Sempre penso que a qualquer momento você vai se cansar e vai me deixar de novo. E eu morreria se isso acontecesse. Então não me deixe, faça amor comigo. Prometo fazer de tudo para que possamos dar certo. Ele dizia já me puxando para seus braços.
Ficamos abraçados assim por muito tempo. Até eu sair dos seus braços e beijá-lo. No fundo ele tinha razão, eu estava querendo fugir de novo, e eu prometi a mim mesmo que isso não iria acontecer mais. Porém eu não estava tendo forças para lutar, para me mostrar como eu era. Acabamos fazendo amor. Ele foi tão carinhoso, não que antes não fosse, mas eu senti o medo de perda nele. Dormimos abraçadinhos.
Acordamos atrasados, pois o seu avião sairia as nove horas e acordamos quase dez horas da manhã, mesmo porque Christian escutou os resmungos de Phoebe. Levantamos rápidos e fomos nos arrumar. Christian tinha ligado para seu piloto agendar a viagem para meio dia. Pegamos as malas, e as coisas de Phoebe. Até a papinha que Gail havia preparado para hoje.
Dentro no avião acomodamos Phoebe em sua cadeirinha e nos sentamos. Christian senta do meu lado.
-Olha para mim. Ele pede pegando em minha mão. Eu olho para ele
-O que foi? Peço a ele.
-Estamos bem? Você ainda pensa em ir ficar com sua mãe? Ele me perguntou preocupado.
-Não. Eu não iria ficar com minha mãe, eu iria passar um tempo com ela, e não morar com ela. E eu não vou mais. Você tem razão, eu tenho que voltar a minha vida, e ser quem eu era. Não adianta eu sair de perto de você. Digo sorrindo, ele me olha mais animado.
-Que bom! Fiquei feliz em ouvir isso. Não quero em nenhum momento me separar de você. Não me coloque novamente no inferno. Ele diz e eu dou um beijo na boca dele.
Chegamos a Gallup (New Mexico). Nos encaminhamos para a casa onde eu morava. Ainda tinha as chaves, e espero que a Sra Medelene não tenha alugado para ninguém, afinal, estou muito tempo afastada daqui. Phoebe dorme no colo de Christian e acho lindo a cena. Ele a carrega com tanto amor e carinho.
Chegamos na casa onde eu morava. Eu abrir a porta e tudo estava do mesmo jeito que eu havia deixado. Christian entra e fica olhando cada canto. É uma casa pequena, com um quarto, sala com a cozinha e banheiro. Tem uma area de serviço na parte de fora.
-Acho melhor você pegar somente os documentos e os papéis importantes para você, o resto aqui você pode doar, fazer o que você quiser. Ele diz. E eu não digo nada.
Encaminho para o quarto e pego uma caixa onde guardo as coisas importantes. Abro e pego toda a documentação de Phoebe, alguns papéis de exames meus. Olho dentro da caixa ainda tem meu álbum de grávida. Eu adorei fazer essas fotos. E queria fazer umas fotos de Phoebe também, pena que não dá mais para fazer desde quando ela nasceu. Apesar de ter fotos dela no hospital, não seria legal colocar em um álbum. Sou interrompida por Christian.
-Algum problema? Ele pede. Olho para ele.
-Não. Nenhum problema. Digo pegando o álbum e o colocando junto dos papéis e documentos.
-Eu já pedir a Taylor para pagar a mulher que é responsável pela casa. E ela está lá fora querendo ver você. Ele diz.
-Eu já vou. E Phoebe? Cadê?
-Coloquei ela na cadeirinha no carro. Saweyr estar com ela. A mesma está dormindo.
-Tudo bem.
Pego as coisas e olho para ver se não tem mais nada para se pego. Pego alguns porta retratos também, meu e de Phoebe. As fotos foram tiradas no hospital, mas eu quis revelar e tê-las aqui para que eu pudesse lembrar dela a hora que eu estivesse em casa. Saio do quarto acompanhado de Christian. Vejo a Sra Medelene e a mesma sorrir para mim. Ela sempre teve um carinho por mim e eu por ela.
-Como vai filha? Fiquei preocupada com você e Phoebe. Vi ela dentro do carro, ela está melhor?
Sim, muito obrigada pela preocupação. E obrigada por guardar meu cantinho. Digo a ela a abraçando.
Não iria te desamparar minha querida. Espero que esteja tudo bem com vocês. Ela fala olhando para sala onde Christian está e para fora, onde tem uns sete seguranças de Christian.
-Não se preocupe estamos ótimas. Phoebe foi operada, agora está muito bem. Digo.
-E porque tantos homens aqui filha? Ela pede. E eu tenho vontade de rir, mas me seguro.
-Deixa eu te apresentar. Digo a ela. Esse é Christian Grey meu marido, Christian essa é a Sra Medelene Smith, a dona da casa.
-Não sabia que você tinha um marido tão bonito. Ela diz fazendo Christian sorri.
-Obrigada Sra Smith. Ele diz. E obrigada por cuidar dessa duas pessoas para mim. Ele fala pegando a mão dela em agradecimento.
-Que bom que vocês se acertaram. E espero que tudo dê certo agora. Ela diz sorrindo.
-Obrigada! Há Sra Medelene, queria pedir a sra que ficasse com os móveis todos aqui, e as roupas doassem para uma qualquer pessoa ou instituição.
-Você não vai precisar de nada aqui filha? Seus móveis são novos, bem conservados. Não quer mesmo levar nada? Nem o berço de Phoebe?
-Não, não vou precisar de nada. Pode ficar com tudo. Eu digo.
-Então eu te devolvo isso. Ela tira o dinheiro que Taylor deu a ela pelo aluguel.
-Não, não precisa. A senhora fez muito por mim, e quero que a Sra fique com tudo. Digo a ela que me abraça.
-Obrigada filha. E quando precisar estarei aqui.
-Obrigada a você. E aqui estão as chaves. Lhe entrego as chaves e abraço novamente.
Pego as minhas coisas e saio dali. Christian pega as coisas da minha mão e dá a Taylor. Pede o mesmo para guardar. Comemos algo por ali mesmo, e depois vamos para o avião. Voltaríamos hoje mesmo. Phoebe estava já cansada. Cheguei no avião a coloquei na cama. Por incrível que pareça o avião de Christian é bem equipado. Tem um quarto bem mobiliado, escritório e uma mini cozinha. O avião decola e estamos no ar voltando para casa. Quero conversar com Christian esse final de semana sobre a festa de Phoebe. Quero que possamos decidir tudo.