Capítulo 11 – As Cinzas do Orgulho A manhã nasceu cinzenta. O céu, antes limpo, estava coberto por nuvens pesadas. A floresta parecia mais silenciosa do que de costume, como se até os pássaros respeitassem a dor que habitava aquela pequena casa nos limites da vila. Lyra não voltou para a cama. Permaneceu sentada à margem do Rio Cristal até o amanhecer, abraçando os próprios joelhos. Seus olhos estavam secos. Ela havia chorado tanto durante a noite que já não restavam lágrimas. O que permanecia era um vazio sufocante. Quando voltou para casa, encontrou Helena esperando na varanda. A mulher caminhou até ela e segurou delicadamente seu rosto. O coração de Helena apertou. A jovem diante dela parecia ter envelhecido anos em apenas uma noite. O brilho em seus olhos havia desaparecido

