capítulo 7

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Capítulo 7 – Entre a Esperança e o Medo Ponto de Vista de Lyra Meu coração parecia querer escapar do peito. Nunca imaginei que o vínculo de companheiros pudesse ser tão intenso. Era como se uma força invisível me puxasse na direção do Alfa Supremo, e cada segundo que passava tornava mais difícil permanecer parada. Minha loba estava desperta. Pela primeira vez, eu conseguia senti-la com clareza. "Ele é nosso." A voz dela soou suave dentro da minha mente. Fechei os olhos por um instante. "Você tem certeza?", perguntei em silêncio. "Nunca tive tanta certeza de algo." Engoli em seco. Meu olhar voltou para Kael. Ele continuava imóvel, mas sua expressão havia mudado. Seu rosto permanecia sério, porém seus olhos revelavam um conflito que eu não conseguia entender. Será que ele também sentia o vínculo? Ou eu estava imaginando tudo? Ao meu redor, a cerimônia continuava. A Grande Sacerdotisa recitava as antigas palavras da Deusa da Lua, enquanto uma luz prateada envolvia o altar. Mas eu m*l conseguia ouvir. Tudo o que eu conseguia sentir era a presença dele. Meu corpo inteiro tremia. Maya percebeu. Ela segurou minha mão. — Lyra... você está bem? Olhei para minha melhor amiga. Queria responder. Queria dizer que sim. Mas minha voz simplesmente não saiu. Helena me observava alguns passos atrás. Quando nossos olhos se encontraram, vi preocupação em seu rosto. Ela sabia. Não sei como, mas sabia que alguma coisa havia acontecido. Então senti meu pulso arder. Olhei para a pele. Uma pequena marca em forma de lua começou a aparecer perto do meu punho. Era delicada, brilhando com uma luz azul muito fraca. Meu coração disparou ainda mais. Escondi rapidamente a mão entre as dobras do vestido. Ninguém podia ver aquilo. Respirei fundo. "Calma...", tentei dizer a mim mesma. "Vai ficar tudo bem." Mas nem eu acreditava nessas palavras. A Deusa da Lua havia escolhido o Alfa Supremo. O homem mais poderoso das Terras da Lua Eterna. E eu... Eu era apenas Lyra. A filha de uma curandeira. A garota que passava os dias colhendo ervas na floresta. Não fazia sentido. Mesmo assim, uma pequena parte do meu coração começou a sonhar. E se ele me aceitasse? E se tudo o que diziam sobre companheiros destinados fosse verdade? Talvez... Talvez eu finalmente descobrisse por que sempre me senti diferente. Sorri discretamente. Foi um sorriso pequeno. Cheio de esperança. Sem imaginar que aquela esperança seria destruída diante de toda a alcateia, mudando minha vida para sempre.
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