A oferta do rei

1143 Words
O rei acariciou o focinho de seu dragão no fosso grandioso de pedras escuras e bem cinzas que se erguiam como uma caverna grandiosa e natural. Ele estava pensativo enquanto passava a mão pela couraça do dragão. — Meu rei. — chamou Lisa, surgindo escoltada por um soldado. O rei dispensou o soldado que a trouxe até ele com um gesto da mão de “ vá embora.” Lisa estava intimidada pelo grandioso dragão de couraça preta no lugar feito de pedras. Quase se urinou. Ela estava mesmo no fosso dos dragões de Atlas que existia por milênios, mas nunca foi usado. Um local que data da época que todos os reinos possuíam dragões e se afeiçoaram a eles na época dos magos. Lendas. Mitos. Nunca achou que veria um dragão ao vivo e em cores e o fosso sendo usado. Nos contos dragões eram aliados e não monstros destruidores de reinos.. — Dinah… — O rei disse o nome falso dela. A moça estremeceu, o estudando, confusa. — quer tentar passar a mão nele? — Ofertou Dantalian. — Sim. — Respondeu-o, mesmo se tremendo de medo. Sempre foi mais corajosa do que sã. Essa era sua dádiva e a sua maldição. Isso sem falar na (impulsividade). E da falta de competência em agir mais pela razão. Ela aceitou a mão que o rei estendeu. Se estivesse no seu juízo perfeito teria saído correndo e gritando. Deu a mão pequena e cheia de cortezinhos de espada a ele. Mas havia um corte que se destacava no meio da mão por estar ainda meio aberto. O rei avaliou a mão dela, percebendo que os cortes podiam ser de treino de espadas, com admiração. Acariciou a palma da mão dela gentilmente e depois apertou o corte grande ainda aberto na palma. Escutou um gemido suave dela. Apertou mais forte, com o polegar e com a mão livre a puxou para mais perto dele pelo cabelo de forma brutal, com os fios dela enroscado no seus dedos a fazendo tombar a cabeça para trás apreciando a expressão de prazer distorcido. Ele apertou até sair sangue do corte ainda aberto. Lisa tremeu inteira quando o olhar dela encontrou o sádico dele, ela soltou um som manhoso. A menina ofegou, o estudando trêmula e sentindo seus s***s doerem por baixo da faixa que os continha na camisa. Ela não recuou como todas que diziam aguentar seus caprichos, mas fugiam no fim horrorizadas. A única que ficou foi Katharina. Pelo contrário, ela gostava mesmo e não fingia. A deixou em paz, porque se continuasse a torturá-la perderia o controle, juntou a mão ensanguentada da moça a dele, a guiou a couraça de Codex. Lisa estremeceu sentindo a quentura do dragão pelo vento que saia das narinas dele cuja respiração era quente como o vapor que sai de fontes termais escaldantes ou de comida sendo cozida. A couraça cheia de escamas, e viscosa ao mesmo tempo. Ela quis recuar a mão porque era quente e nojenta a textura, mas o rei deixou a mão dele sobre a dela, a impedindo. — Dói muito? — A adulou ficando atrás dela e abraçando a cintura dela. Outras mulheres que ele testou gritaram e recuaram a mão de imediato. Ela não. Ela chegou a tocar Codex que era quente como cera de vela caindo na pele humana. O rei pensou como seria pingar cera de vela no corpo dela. — Um pouco. — Respondeu simples, deu de ombros e o rei mordeu a nuca dela, a menina soltou um som rendido, sem ar que onde ele tocava pegava fogo. Ele tirou a mão dela da couraça de Codex, a prendeu atrás das costas dela junto a outra com uma mão dele. Estudou a moça, presa, enquanto mordia violentamente a lateral esquerda do pescoço dela. — Eu me pergunto que tipo de vida teve, Dinah… para aguentar tanta dor e gostar de senti-la… — indagou enquanto lambia o sangue que surgiu da mordida. A fala dele deixou Lisa desconfiada e atordoada que ele soubesse um segredo que nem ela admitia para si mesma. — Por que isso é relevante, meu soberano? — Sua tolerância a dor… é impressionante. — Respondeu ele, analisando as mordidas cruéis que deixou no pescoço dela satisfeito com o trabalho que o copeiro por quem ela disse ser apaixonada certamente veria. — Me pergunto que tipo de… Ela se virou para ele, ficou na ponta dos pés e selou os lábios nos dele, para o fazer parar com as perguntas. O beijo dele era bom, ela quis mais, pulou pela diferença de alturas e ele a pegou no colo e a encostou contra uma pedra do fosso dos dragões. Lisa ofegou. Ela tocou o cabelo prateado dele, fascinada e o rei permitiu a poupando de uma disciplina pela imprudência porque ela o cativou. Lisa admirou o rosto sério e bem esculpido dele e o tocou indecisa se podia ou não. Ela tocou a ponta das orelhas dele. — São estranhas, não são? — Perguntou o rei amável pela impetuosidade juvenil dela. Lisa sentiu as bochechas arderem. Ia se desculpar. Sabia que tinha sido rude. — Não são estranhas para um feérico, meu rei. O rei tocou o rosto dela, trêmulo. Ele fechou os dedos na garganta dela, de uma maneira estratégica para ser prazeroso e não a matar. Ela deixou, com os olhos castanhos curiosos nos dele. Lisa tremeu pelo desejo dele pulsante por ela. Lisa nunca pensou que um homem fosse querê-la, o que dirá um rei imortal com sede de poder e destruidor de dinastias. — Me dê um quarto na ala principal do palácio. — Respondeu ela, selando os lábios dele com os dela, gostando de como ele a olhava. — Me dê a serva que me guiou a você como dama de companhia e me trate como uma princesa e serei sua… — Falou ela seguindo o conselho de Agatha. O rei cravou os dedos mais forte na garganta dela. Lisa tremeu achando que o tinha irritado, deixou os olhos encontraram os dele sem medo, porém. Dantalian a beijou e enfiou a língua na boca dela, desesperado por ela. — Não a tratarei como uma princesa, princesa você seria se fosse minha filha e as coisas que eu quero fazer com você e esse lindo corpo acostumado a dor não seriam dignas para esse tipo de relação… — Respondeu ele, sincero e ofegante. — eu a tratarei como minha rainha se ceder a cada capricho perverso meu no quarto de torturas. Lisa apenas respirou fundo, arregalando os olhos. Ele soltou o pescoço dela. — Meu rei, suas palavras são imprudentes e me dão esperanças vãs de melhorar de vida… Acha esses blefes corretos? — Eu nunca fui um rei de palavras vazias, Dinah. Eu realmente a tratarei como minha rainha se cumprir cada capricho perverso meu.
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