O aliado do rei

1231 Words
O rei analisava as cartas escritas em pergaminhos antigos com tratados pedindo misericórdia desde que havia conquistado Atlas. Se mantinha sentado na elegante cadeira de madeira pintada com branco com acolchoado azul nas partes das costas e do assento, atrás da mesa elegante carvalho branco com dourado, enquanto a lareira de marmore branco com desenhos de leões crepitava atrás de si. Misericórdia, esses bastardos agora me imploram. Ah, quando era meu irmão, tentando ser razoável e ofertar paz entre os mundos e nos inserir no mundo humano, vocês se juntaram para nos matar. Agora que quero dominar vocês como a escória que são, pedem por misericórdia? A parede de vidro o permitia a vista de todo o reino de Atlas, inclusive da estatua do Titã da água adorado como deus que originou o nome da cidade. A parede era resistente. E fazia o sol entrar violentamente quando era dia e o luar invadir despudoramente à noite quase não precisando da luz das velas. Analisou os papéis com crueldade inoportuna e deu um meio sorriso. Quem diria que os malditos que mataram seu irmão iriam implorar por misericórdia ao bastardo remanescente que subestimaram? Gargalhou demoníaco e perverso. Bem, essa era a melhor piada que escutou em tempos a palavra “ misericórdia.” . Agora por ter conquistado a potência entre eles que era Atlas e ter fechado as rotas de navegação, era visto com o medo que eles deviam ter tido antes? Humanos sempre tão mentirosos, egoístas e hipócritas. Atlas era conhecida como o reino de vidro. Contudo, também era um reino portuário que movimentava o comércio marítimo dos outros quatro reinos. Logo, se estabelecer no reino de Atlas, e exterminar a monarquia dos Glass como exemplo foi mais estratégia e vantagem do que pura vingança. Agora que os três reinos que dependiam de Glass imploravam a ele que abrisse os portos novamente, jurando-o lealdade para que permitisse o comércio. Logo haveria uma cerimônia oficial onde os outros três reinos que tentaram destruir Luster e depor seu irmão, jurariam lealdade a um rei monstro. O gosto da vingança era doce. Ele deu um meio sorriso. Pensou com dor e amargura, se mirando num espelho porque sempre que se olhava no espelho via também seu irmão. “ É assim que se faz as coisas querido irmão. Benevolência e suprimir seu poder para não assustar esses seres tão monstros quanto nós não adiantou em nada para você quando arrancaram sua cabeça e tentaram roubar Luster e invadir o mundo das fadas de nosso pai pelo portal.” Escutou batidas na porta. Murmurou um “ entre”. Uma das pessoas que se revelou, com a pesada porta de ouro sendo aberta num rangido o fez soltar um suspiro cansado. O rei massageou as têmporas. Sua palidez era sobrenatural e ele ficava bastante imponente e bonito quando trabalhava nos assuntos de estado, pensou Katharina, algo no qual ele pode ter controle sem soar sinistro. O rei analisou Katharina sendo escoltada do irmão dela Amadeo, o seu general de guerra. — Majestade... — Cumprimentou-o Amadeo solenemente. Levando a mão fechando em punho ao peito, a abrindo no coração e o fazendo uma reverência. Dantalian o mirou com um sorriso porque o amava mesmo ele sendo um humano. Mas sabia que ele ter vindo com Katharina queria dizer algo que o irritaria. — Amadeo… que bom vê-lo. A que veio, querido amigo... — Majestade, vim pedir por minha irmã perante o senhor... — Qual seria seu pedido ou melhor o pedido de sua irmã feito através de sua boca e usando da minha evidente estima por você, Amadeo... — Exigiu Dantalion, irônico. . — A torne sua esposa oficial. — Respondeu Amadeo. Katharina apenas estudou o rei, se mantendo ao lado do irmão mais velho. — Meu irmão Lucian já lhe concedeu esse pedido de desposar vossa irmã quando era vivo por sua lealdade, sir Amadeo. Ele se casou com sua irmã. E quando ele morreu, eu dei a sua irmã os benefícios de uma rainha, mesmo ambos sendo da raça que eu mais odeio. Não é o suficiente, querido amigo? — Respondeu Dantalian sincero. — Majestade, entenda o meu apelo angustiado, a minha irmã é chamada por esse povo de meretriz por não ser casada oficialmente com o senhor e mesmo assim partilhar dos aposentos de vossa graça. Como posso suportar tamanha humilhação sendo que temos o sangue dos antigos magos nas nossas veias? — Respondeu Amadeo, angustiado. O rei o mirou com piedade. Admirava a lealdade dele a cobra manipuladora da irmã. — Você é um homem honrado, Amadeo. O respeito por ter arriscado sua cabeça pelo meu irmão. — O cortou Dantalian, impaciente. — Contudo, não me sinto inclinado a aquiescer o seu pedido. Peço seu perdão e que não deixe o meu lado. Sua irmã escolheu me servir como concumbina. Não posso simplesmente me casar com ela sendo que não é o meu desejo e ela eu tinhamos um acordo que eu a manteria ao meu lado como uma rainha e todo o luxo de uma, mas não me uniria perante os deuses e as fadas com ela. Amadeo engoliu em seco. Mirou Katharina a pedindo desculpas com o olhar. Ela o ignorou, irritada. — Não coloque a serva na ala principal então como sei que pretende. Tem noção do quanto é humilhante eu saber que se deita com ela e a dá os mesmos priveligios que os meus? — Tomou a palavra Katharina. Katharina respirou fundo o estudando, amarga e traída, porque o viu no jardim de rosas com a maldita serva. Não sabia que ele podia ser gentil. O presenciou presentear a maldita serva com uma das rosas mágicas que ele plantou de Fiore, o reino das fadas. — Eu te prometi os privilégios de uma rainha e que seu filho comigo seria o rei, caso algo me acontecesse e isso só porque Lucian te amava. Mas eu nunca te prometi meu amor ou minha lealdade. — Respondeu Dantalian. — E você sabia. Não jogue sujo comigo, usando de um amigo que amo para me manipular, Katharina. Isso eu não vou aceitar. Amadeo nunca suspeitou que o rei o respeitava e o considerava tanto. Ele mirou a irmã. Sabia que ela estava sendo irracional, mas quis ajudar porque sabia que Katharina precisava do rei porque ele parecia com o falecido rei Lucian fisicamente. — Meu rei, desculpe usar do afeto que tem por mim assim. — Pediu Amadeo respeitoso. Amadeo puxou a irmã para fora da sala de Dantalian, pelo antebraço, gentilmente, mas muito irritado. A confrontou profundamente magoado. — Irmã se você tinha um acordo com ele sobre isso, não pode simplesmente agir como vítima se ele não te prometeu nada e sempre deixou claro o que eram. Você aceitou se submeter a isso. — Ralhou com ela. Katharina arregalou os olhos. — Você nunca falou assim comigo, Amadeo. — A mulher se encolheu de medo. Ele sempre a protegia por ser o mais velho. — Há sempre uma primeira vez para tudo. Nunca mais faça algo assim. Um rei como o nosso não é misericordioso, mesmo assim, me mostrou sua amizade. Não posso ir contra sua evidente estima e respeito por mim, mesmo que seja por você. Não me obrigue a escolher. — Rosnou Amadeo. — Talvez você não fosse gostar da resposta, ainda mais quando está errada.
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