AYLA Rafaela parecia ser legal. Na verdade, muito mais do que legal. Em poucas horas de conversa, eu já tinha percebido que ela era exatamente o tipo de pessoa que conseguia falar sobre qualquer assunto e transformar uma simples conversa em uma história completamente absurda. Minha avó tinha acertado. Talvez nós realmente nos déssemos bem. Depois que almoçamos, Rafaela continuou a conversar comigo sobre o baile. Eu estava cada vez mais curiosa. Era engraçado pensar que, há poucos dias, eu estava na minha cidade, vivendo a minha rotina normal, e agora estava ali, planejando minha primeira noite em um baile no Morro do Vidigal. Minha mãe provavelmente teria um ataque se soubesse. Meu pai nem se fala. Por isso, obviamente, eu não pretendia contar todos os detalhes. — Rafaela? — O

