AYLA Geleia continuava olhando para a tela do celular. Eu não sabia exatamente o que ele estava fazendo, mas alguma coisa me dizia que aquela conversa tinha ido parar nas mãos da pessoa que eu queria alcançar. Corvo. O nome dele parecia ter um peso diferente naquele lugar. Talvez porque todos soubessem quem ele era. Talvez porque, desde que eu havia chegado, ele não saía completamente dos meus pensamentos. O que era ridículo. Eu conhecia aquele homem há pouco mais de um dia. Não tinha motivo nenhum para pensar tanto nele. Mas pensava. Principalmente depois do nosso encontro na frente da casa da minha avó. Aquele olhar. Aquela voz. E o jeito como ele parecia enxergar tudo ao redor sem precisar perguntar nada. — E aí? — perguntei. Geleia levantou os olhos do celular. — Calma

