Ayla Assim que o carro parou em frente ao Bar do Betão, percebi que o lugar estava cheio. O som do pagode já podia ser ouvido do lado de fora, misturado às conversas e às risadas de quem estava aproveitando a noite. Corvo desligou o carro e olhou para mim. — Pronta? Sorri. — Sempre. Ele desceu primeiro e deu a volta para abrir minha porta. Assim que coloquei os pés para fora, senti alguns olhares sobre mim. Era impossível não perceber. Homens olhando. Mulheres observando. Alguns cochichos. Corvo também percebeu. Seu rosto mudou imediatamente. Ele passou o braço pela minha cintura e me conduziu para dentro. A cada passo, seu olhar encontrava algum homem que insistia em olhar demais. Corvo simplesmente encarava. Não precisava dizer uma palavra. Era suficiente para fazer os

