Corvo A boca estava movimentada naquela tarde. Tinha coisa pra resolver, homem chegando, telefone tocando e uma quantidade de problema que parecia não acabar nunca. Eu estava sentado na salinha , analisando algumas coisas, quando ouvi uma risada do lado de fora. Levantei os olhos. — Qual é a graça? Geleia apareceu na porta com aquele sorriso de quem tinha acabado de descobrir alguma merda. — Nada não, chefe. — Então para de rir. Ele tentou segurar, mas não conseguiu. — É que o morro tá falando. — O morro sempre fala. — Dessa vez é sobre você. Parei o que estava fazendo. — Sobre mim? Geleia entrou e encostou na parede. — Você e a Ayla. Fiquei alguns segundos em silêncio. — Que p***a estão falando? Ele começou a rir novamente. — Que a neta da dona Ana é a nova protegida d

