Ayla Desde a noite do baile, uma coisa não saía da minha cabeça. Corvo. Eu não conseguia entender por que aquele homem despertava tanta curiosidade em mim. Talvez fosse justamente o fato de eu saber tão pouco sobre ele. Todo mundo no morro parecia conhecer alguma história sobre Corvo. Alguns falavam dele com respeito, outros com medo. Mas, quando eu perguntava alguma coisa, as pessoas simplesmente mudavam de assunto. E isso só fazia minha curiosidade aumentar. Naquela manhã, encontrei minha avó sentada na cozinha, tomando café. Ela parecia tranquila, como se não tivesse passado horas no grupo de fofocas do morro no dia anterior. Peguei uma xícara e me sentei ao lado dela. — Vó? — Hum? Ela continuou tomando café. — Posso te fazer uma pergunta? Dona Ana levantou os olhos para m

