Corvo Saí de casa cedo, deixando Ayla dormindo. Fiquei alguns segundos parado na porta do quarto, olhando para ela. Dormia tranquila, completamente alheia àquela merda de vida que eu levava. Porra. Até pouco tempo atrás, eu acordava pensando apenas nos problemas do morro. Agora, antes mesmo de sair de casa, estava preocupado em não fazer barulho para não acordar uma mulher. Ayla estava mexendo comigo mais do que eu gostaria. Fechei a porta e desci. Precisava voltar a ser Corvo. O homem que não podia se distrair. O homem que tinha um morro inteiro nas costas. Assim que cheguei à boca, já tinha problema esperando. — Bom dia, patrão. — Fala. Um dos soldados se aproximou. — Tem informação nova da Rocinha. Parei. — Manda. — O sub do Gael sobreviveu. Minha expressão fechou

