Naquela noite, Amanda ficou na minha casa. Disse que precisava de tempo para conseguir acessar os arquivos de Leila sem levantar suspeitas. Enquanto ela mexia no notebook, eu andava de um lado para o outro na sala, sentindo um nó no estômago. — Você tá me deixando nervosa desse jeito — Amanda reclamou, sem tirar os olhos da tela. — Eu tô nervoso! — retruquei. — Eu não consigo parar de pensar nisso. E se essa mulher nunca me amou de verdade? E se tudo isso foi uma mentira desde o começo? — Você vai ter essa resposta em breve — ela murmurou. Sentei-me no sofá, esfregando as mãos no rosto. Amanda digitava rápido, os olhos fixos na tela. O silêncio foi interrompido por um som de notificação. — Pronto! — Amanda exclamou. — Consegui entrar na conta dela. Me aproximei rapidamente, olhando

