Caminhei até ele, devagar, mantendo a respiração controlada. — Precisamos conversar — falei, parando ao seu lado. Ele ergueu as sobrancelhas, fingindo surpresa. — Ora, delegado. Que honra. — Vamos direto ao ponto. Fica longe da minha mulher. Ele sorriu, ajeitando a prancheta que segurava. — Sua mulher? Ah, sim. A talentosa e… deslumbrante Leila. Minha mão fechou em um punho. — Se eu te ver olhando pra ela de novo, nem a sua profissão nem a minha vão impedir o que acontece depois. Hugo me analisou por um instante, depois soltou uma risada baixa. — Então é isso. Você tem medo de perder ela. Não respondi. — Eu entendo, Henry. Uma mulher como a Leila… é difícil de resistir. Eu já estava prestes a socá-lo quando senti uma mão no meu ombro. Amanda. — Henry, por favor — disse ela,

