Ele estava lá, exatamente como Sulivan descrevera, com o boné de aba reta virado para trás, dando aquele ar descomplicado e meio rebelde. Ele era alto, loiro, de barba rala, com olhos azuis que pareciam enxergar tudo com uma facilidade assustadora, mas ao mesmo tempo tinha um jeitinho de moleque travesso. Ele me olhou de cima a baixo, com uma expressão de quem estava avaliando se eu realmente poderia atender às suas expectativas. Seu sorriso era confiante, mas havia algo nele que me dizia que ele também gostava de se sentir único, como se fosse alguém fora do comum. — Então, você é o dono dessa loja? — Patrick perguntou, com um tom desafiador, mas ao mesmo tempo amigável. Eu sorri, me preparando para o jogo. Sabia exatamente como me portar. — Sou eu mesmo. Em que posso te ajudar? Ele o

