Casa real de Ásbjorn. Alguns dias depois...
—Senhor meu Rei. Os meus serviços tem sido de seu agrado?- Marjorie lança sua magia através do olhar.
—O que há com você mulher, está diferente?
Ásbjorn vê semelhança no falar da Marjorie, seu tom de voz parece muito com da falecida Elim, sua esposa. Isso se deu pelas conjurações que a Marjorie vem feito as noites para que o Deus das sombras a transforme naquilo que o Rei mais deseja. A cada dia ela se parecerá mais com a Elfa.
—A que se refere meu Rei? Se estou a lhe incomodar, vou retirar-me.
—Não!! Fique aí onde está.- Ásbjorn se aproxima dela...
—Senhor, está me assustando!
—Pareço um monstro? Não tenha medo. Só estou lhe observando...algo há você que...
—Quê??-Marjorie questiona
—Nada. Devo está influenciado pela cor do seu cabelo e da sua pele. Me faz lembrar alguém que perdi.
—Alguém a quem odiava? Se for, posso mudar meu cabelo de cor senhor. Há tinturas de ervas que faz isso muito bem.
—Não precisa mudar nada. Está bem assim. Além do mais...sua presença tem me feito sentir a presença dessa pessoa.
—Ah, se isso lhe faz bem, fico mais tranquila. Agora preciso ir meu Rei. Tenho afazeres.- ela se dirigi a porta, ele a impede.
—Marjorie. Seria capaz de se aliar a mim contra meus oponentes?
—Já lhe disse que sou grata por me abrigar no seu reino. Peça tudo o que tiver ao meu alcance e eu farei.
Ásbjorn sentiu um impeto de beijá-la, mas foi interrompido por Urias. Marjorie sai os deixando a sós.
—Senhor. As tropas do Norte chegarão aqui em uma lua. Recebi mensagem segura do coiote que acaba de chegar da região do Lord küper.
—Mas o que aquele desgraçado quer de mim? Ele não é meu inimigo em potencial?!
—Não era, até se aliar ao seu genro. Eles pretendem invadir Ásbjorn e tomar a força. Precisa impedir essa primeira investida. Precisamos ganhar tempo até novos guerreiros virem para se aliar ao reino senhor.
—Aquele infeliz aprendeu com o pai a ser astuto como uma raposa. Ele conquistou a i****a da Petra e ela ao que indica, se aliou de vez ao invés de mata-lo como a enviei.
—Me perdoe senhor, mas sua filha jamais mataria alguém sem motivos.
—A morte de sua mãe lhe parece pouco? Como ela pôde se juntar ao inimigo?
—O senhor confia mesmo em tudo o que Marjorie lhe contou? Petra pode está fazendo o papel de esposa para manter-se viva, mas o senhor a abandonou.
—Foi a melhor escolha que fiz Urias. Ela é uma inútil, diferente da sua mãe.
—Está magoado. Mas pondere nas suas especulações. Não a julgue antes de ter certeza.
—Esqueça Petra Urias. Se concentra no treinamento dos guerreiros que estão aqui. Os demais não tardarão. – Marjorie escutava atrás da porta.
—Sim senhor. Farei como disse.
Logo mais a noite, Marjorie se vestiu semelhante aos trajes de Elim. Preparou uma poção alucinógena e incorporou ao vinho. Ásbjorn bebeu dois copos cheios no jantar. Ela observava enquanto comia seu pernil . Ásbjorn a devorava com os olhos, ela se parecia com a esposa . Ele estava com saudades e não havia no reino mulheres aptas a substituir essa dor que nunca cessava. Ásbjorn começa a ter delírios. Vê Elim na sua presença através de Marjorie. Ele para de comer e pede que ela se aproxime da mesa. Ásbjorn a manda sentar e servir-se de comida. Ela obedece e passa o dedo úmido de vinho nos lábios denunciando que deseja sua companhia. Ele se levanta e a leva para seus aposentos. Ásbjorn faz amor com Marjorie enchergando-a como sua Elim. A falsa Frida é sedutora e bela. Ela aprimora seus encantos na cama para deixá-lo preso, seduzido. Eles amanhecem na cama. Ásbjorn é flagrado por suas servas e estas espalham pelo Reino que ele dormia com a serva da casa grande. Ao se dar conta que aquela mulher nua era Marjorie, ele não sabe como reagir. Mas a observa despida na sua cama e fica maravilhado. Ele a beija enquanto dorme e ela desperta respondendo com carícias e o levando a loucura. Ásbjorn está encantado. Marjorie dissimula está envergonhada dos seus atos dizendo que não resistiu ao seu Rei. Ele fica envaidecido e nada responde. Ela sai dos aposentos em direção ao seu quarto. Ásbjorn não sabe como fará daí por diante. Está enfeitiçado pela mulher de cabelos brancos. Ela é muito semelhante a sua Elim.
Algumas horas depois...
—Então dormiu com o Rei, eu sabia que você era astuta feito uma cascavel. – À anciã se refere a Marjorie.
—Do que está falando,velha?
—Não se fala em outra coisa no reino. Sua falta de respeito nua na cama do rei. Nunca, mas nunca você vai ser comparada a Elim.
—Não irei mesmo. Serei melhor que ela foi. Agora vai cuidar das suas plantas. Vi que andou sumida fora dos portões, cuidado com as feras do pantano.
—A única fera aqui é você. Sua máscara vai cair.
—Velha abusada. Quer perder seus olhos para os corvos, estando ainda viva? Não brinque com quem não conhece!!
A velha sentiu o poder daquela ameaça. Marjorie era um ser das sombras infiltrado no reino. Ela teria que sair dalí ou o Reino de Ásbjorn seria dominado pelo m*l. Ela sai em busca de Urias. Precisa alertar sobre essa farsante.
—Urias, preciso falar com você! – a anciã está visível mente agitada.
—Essa conversa não podia esperar? Estou observando os treinamentos. Lhe procuro em meia hora.- a velha assenti.
Marjorie está a espreita da anciã. Ela quer saber até onde ela pode ser perigosa para seus planos. Marjorie já tem um plano para ganhar confiança do Rei e eliminar a velha do seu caminho.
—Diga velha. Não tenho todo tempo do mundo a sua disposição. Fale!
—Urias, não se deixe dominar pelas forças malignas. Não caia como o Rei nas mãos da cobra peçonhenta que adentrou ao Reino de Ásbjorn. Marjorie não é coisa boa. Ela é dissimulada.- Marjorie escutava tudo sem ser vista.
—Mas me interrompeu para isso? Está com ciúmes e quer colocar a mim contra uma pessoa que nada fez de mau. Contenha-se velha, ou o Rei não vai gostar de saber disso.
—Asborj já se deitou com ela. Está enfeitiçado. Seu reino vai ruir por causa dessa mentirosa! Escute o que lhe digo Urias. Ela não é boa coisa. É uma bruxa!
—Está bem! Não se preocupe que saberei me cuidar. Agora evite falar sobre certas intimidades do Rei pelo reino. As pessoas inventam coisas.
A anciã saiu sem ter bons pressentimentos. Marjorie esperou que ela saísse e deu um tempo até aparecer na presença do Urias.
—Posso entrar Urias?
—O que deseja Marjorie, espero que não tenha vindo queixar-se da anciã?!
—Pelo contrário. Ela é uma boa mulher e soube o quanto foi exemplar e útil ao reino. Mas está falando bobagens por aí a meu respeito. Vou designar a cuidar da comida do Rei e da casa, assim se sentirá mais útil e menos ciumenta. O que acha?
—Eu não acho nada! Tenho funções mais importantes que me preocupar com brigas entre servas. Faça como bem entender. Além do mais, ela não está exagerando de tudo.
—Está com ciúmes, Urias?- ela se aproxima o deixando nervoso.
—Mas que bobagem! Ciúmes de quem?
Marjorie o agarra pelo pescoço e o beija vorazmente, Urias fica sem ação e corresponde. Em seguida ela o solta e sai dizendo que irá aos seus aposentos a noite. Urias fica intrigado, será que a velha pode ter razão? Ela parece um demônio em figura humana. Mas aquele beijo o deixou com gosto de quero mais.
O Jantar...
—Então velha anciã, está gostando de poder auxiliar na cozinha? – Pergunta Ásbjorn a velha.
—É uma honra servi-lhe meu Rei seja onde for. Mas minhas funções deveriam está testeira ao templo.
— Ah, mas eu soube que a Marjorie gosta da sua companhia. Poderá auxiliá-la nos afazeres da casa real e no templo também.- Marjorie escuta sem esboçar reação.
—Estou velha senhor, mas não o suficiente para ser uma inútil.
Ásbjorn nota que ambas estão desconfortáveis, mas não continua com o assunto. Ele come enquanto as duas se encaram.