- Russel, eu... O som de vidro quebrando chama a nossa atenção e eu me calo. Um dos garçons recolhe, constrangido, o que sobrou das taças que vinha carregando sobre a grande bandeja de prata. Há um homem de pé, ao seu lado, com o rosto vermelho e inchado. Não consigo identificar suas palavras exatas, mas pela postura dos dois, o pobre garçom está levando uma bronca de um cliente bastante zangado. - Que i*****l - Russel fecha os olhos, brevemente, xingando um palavrão. - Quem ele pensa que é? - Um cliente podre de rico, que não perde a oportunidade de atormentar um ser humano mais abaixo na hierarquia? O olhar de Russel para mim diz tudo. Surpresa, curiosidade e, por fim, reconhecimento. E irritação. - Você deve se deparar com muitos babacas como esse na loja - ele resmunga. - Juro p

