Capítulo 5

396 Words
Bruna Narrando Os meses foram passando e eu já estava com 9 meses de gestação, até hoje não tive notícias do Matheus, mas não estou preocupada com isso, o meu Davi pode nascer a qualquer momento e a ansiedade me consome eu e minha estamos conseguindo seguir a vida aos poucos, conseguimos uma pensão do governo que dá para sobreviver, minha mãe voltou a trabalhar parecer estar melhor, mas eu sei o quanto ela sente falta do meu pai. Hoje dia passou voando fiz um jantar bem simples, fui tomar um banho para esperar minha mãe chegar, quando subo a escada sinto uma água escorrer pelas minhas pernas, sim, chegou a hora a minha bolsa estourou e começou uma dor, vejo minha mãe abrindo a porta, me vendo sentada e chorando ela correr para chamar um vizinho com carro, finalmente chegamos até a maternidade, os médicos me levaram para uma sala e lá eu fiquei com dor tentando ter um parto normal durante 4 horas depois de muita dor, ouvi a médica que me atendeu dizendo que eu estava fingindo que não era a hora. De repente entrou uma médica que vendo os exames disse que o bebê estava entrando em sofrimento eu não conseguia entender o que isso significava, falaram que vão fazer uma Cesária de emergência, foi tudo muito rápido meu bebê foi tirado da minha barriga, mas não chorava depois de 10 minutos tentando revivê-lo me disseram que ele não conseguiu sobreviver, a dor no meu peito era tão forte eu já não tinha mais motivos para viver os próximos dias foram os mais tristes da minha vida entrei em depressão por meses, eu só conseguia pensar em como a vida era injusta. Bruna Narrando Voltei Naquele hospital por dias e fiquei seguindo a médica que fez o meu parto, gravei horários, saídas, dias dos plantões tudo que ela fazia a partir daquele momento interessava, um dia ouvi ela marcando de almoçar com uma amiga em restaurante que ficava a 10 minutos do hospital, finalmente chegou a hora, quando ela virou na esquina deserta então eu a abordei perguntei se ela lembrava de mim e a cínica disse que não, naquele momento a raiva tomou o corpo pegue a faca que levei na bolsa e dei 10 facadas naquela desgraçada, o meu filho não vai voltar, mas ela não vai matar outra criança.
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