A segunda-feira começou diferente. O clima no quartel estava pesado desde cedo. Ninguém sabia explicar exatamente o porquê, mas todos sentiam. Rafael chegou sério, direto para o vestiário. Roberto já estava lá. — Tá com uma cara péssima. — Dormi m*l — Rafael respondeu, seco. — Também… depois de tudo. Daniel chegou logo depois, cumprimentando todos com um aceno. — Bom dia. — Bom dia — responderam quase em coro. O silêncio dominava o ambiente. Até o rádio estourar. — Atenção equipe, ocorrência grave! Incêndio em prédio residencial, possível vítimas presas! Na mesma hora, todos se movimentaram. Equipamentos. Fardas. Concentração total. Minutos depois, o caminhão já cortava a cidade com a sirene ligada. Quando chegaram, o cenário era caótico. Um prédio em chamas. Fumaça dens

