CAPÍTULO ONZE

991 Words

CAPÍTULO ONZE O chicote de nove pontas atingiu as costas de Meara impiedosamente. Ela escondeu-se num canto e preparou-se para o próximo golpe. E o próximo golpe veio, e outro, e ainda outro. Os relógios tocavam, retumbavam e anunciavam a hora certa. A dor era insuportável. Mas a garganta de Meara estava tão seca e ferida que já não era capaz de gritar. Nenhum som saía a não ser um ruído rouco e vazio. Mesmo ela não se conseguia ouvir no meio do chinfrim dos relógios. Não é que gritar tenha adiantado muito. Onde quer que ela e as outras duas prisioneiras estivessem presas, ninguém as conseguia ouvir gritar ali. A turbulência sonora dos relógios silenciou-se lentamente. Meara tinha a certeza de que anunciavam as seis horas. Depois os golpes cessaram. Ouviu o seu raptor dizer, “Peço desc

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