A manhã chegou sem pedir licença, clara demais para quem m*l tinha dormido, e a casa parecia silenciosa de um jeito diferente, como se até o ar respeitasse o peso do que vinha pela frente. Mariana acordou antes de Miguel, mas não levantou imediatamente, ficou alguns segundos deitada, olhando para o teto, tentando organizar os pensamentos que tinham passado a noite inteira girando sem descanso. Não era medo o que a mantinha alerta, era responsabilidade, a sensação de que, a partir daquele ponto, qualquer decisão errada não afetaria só ela, não seria só um erro pessoal, seria algo que poderia arrastar tudo junto. Quando finalmente se levantou, fez isso com calma, quase metódica, como se cada gesto fosse uma forma de retomar controle sobre si mesma antes de enfrentar o resto do mundo. Na coz

