O silêncio durou só alguns segundos. Mas pareceu muito mais. Porque agora não era mais só sobre Miguel. Era sobre ela. Sobre quem ela era. De onde veio. E por que estava ali. Os olhares mudaram. Mais curiosos. Mais invasivos. Mais duros. — Qual é o seu nome? — um dos jornalistas perguntou, direto, sem esperar introdução. Mariana não olhou pra Miguel. Não pediu ajuda. Não recuou. — Mariana — respondeu, firme. — Mariana o quê? — Mariana Alves. Canetas começaram a se mover. Teclados a digitar. — Você trabalhava na casa do Miguel? — outra pergunta veio, mais incisiva. Ela respirou fundo. Mas não desviou. — Sim. Um burburinho imediato se espalhou. E então vieram as próximas, mais afiadas. — Então você era funcionária dele? — Isso começou enquanto ele ainda estava noivo

