Quando voltou para casa, a sensação era diferente. Não mais de tensão… mas de controle. Não total, não absoluto, mas suficiente para que ela soubesse que não estava mais reagindo por impulso. Miguel estava esperando na sala. Encostado. Observando. — Eu vi — disse, direto. Mariana deixou a bolsa sobre a mesa. — E? Ele se afastou da parede, caminhando até ela devagar. — Você não recuou. Ela cruzou os braços, mas não como defesa. — Eu não vou mais recuar. O olhar dele se intensificou. — Então a gente muda de fase. O coração dela acelerou. — Como? Miguel pegou o celular, abrindo uma mensagem. — Convite para uma entrevista exclusiva. Mariana franziu levemente o cenho. — Pra mim? — Pra você — confirmou — sem mim. O silêncio caiu. Pesado. — Você quer que eu vá sozinha? — per

