O caminho de volta foi silencioso. Mas não era o mesmo silêncio de antes. Não era dúvida. Não era medo. Era cálculo. Mariana estava encostada no banco do carro, o olhar perdido pela janela, mas a mente funcionando rápido demais pra acompanhar qualquer paisagem. Cada detalhe do que aconteceu naquela manhã estava sendo reorganizado dentro dela, como peças de um quebra-cabeça que finalmente começavam a fazer sentido. Olívia não queria só atingir. Queria desestabilizar. E não ela. A base dela. A mãe. O passado. O lugar de onde veio. — Você já entendeu, né? — Miguel disse, quebrando o silêncio. Mariana não virou. — Entendi. Ele apertou levemente o volante. — Então fala. Ela respirou fundo antes de responder. — Isso não é mais sobre me expor… é sobre me empurrar de volta pra o

