A primeira rachadura não veio com escândalo. Veio com silêncio. E, para alguém como Olívia, o silêncio era pior do que qualquer ataque direto. Naquela manhã, ela acordou esperando reação. Esperando manchetes, respostas, movimentação pública. Esperando que Mariana fizesse exatamente o que qualquer pessoa pressionada faria: se defender, se explicar, se justificar. Mas não veio nada. Nenhuma resposta. Nenhuma provocação. Nenhuma tentativa de contra-ataque visível. E isso… incomodou. Muito mais do que deveria. Olívia estava sentada à mesa do café, impecável como sempre, o cabelo alinhado, a postura perfeita, mas o olhar… inquieto. O celular na mão era desbloqueado e bloqueado em sequência, os dedos impacientes deslizando pela tela. — Estranho… — murmurou. Porque ela conhecia o pad

