Dante
Esconder os meus sentimentos por clarisse está sendo uma tarefa muito difícil pra mim, eu sei que ela ainda está traumatizada sobre o acontecido de anos atrás, por causa do cretino do Jackson e por isso não quero perder a sua amizade me declarando para ela.
Sempre que posso vou para casa dela com a desculpa de falar com Alberto, mas na verdade eu vou vê-la, quero saber se ela está bem? Se dormiu bem ou se precisa de alguma coisa, e hoje não foi diferente, em uma conversa que eu tive com o Alberto acabei descobrindo que o bolo preferido de Clarisse é de chocolate com recheio de chocolate branco e pedaços de morango, e como ia tomar café lá com eles eu fiz um para ela com todo meu amor e carinho, me deixando muito feliz por ela ter gostado, chego em frente a delegacia e vejo Eurico.
- Bom dia meu amigo.- Ele me saúda com um aperto de mão enquanto segurava um copo de capuccino com a outra mão quando eu paro ao seu lado.
- Bom dia Eurico! Cadê a Natália?
- Está de folga hoje.
- Vocês já se resolveram?
- Quem tem que se resolver é você e ela, pois eu não sei o que você precisa fazer para ela entender que você não a ama.- ele amassa o copo descartável que estava na mão e joga no lixo
- Eu já conversei com ela uma vez sobre isso, e deixei bem claro que o amor que posso da para ela é um amor de irmãos, eu a considero como uma irmã mais nova, nunca dei esperanças para ela de algo a mais.
- E por que ela não desencana de você?
- Eu realmente não sei.- suspiro.- você também já pensou em contar para ela que você gosta dela mais que amigos?
- Eu só não pensei como também já falei para ela, mais infelizmente ela achou que eu estava brincando e não deu a mínima - ele fala frustrado
- Então mostre para ela que você gosta dela de verdade, faça algo que ela entenda que você não está brincando, algo que a deixe surpresa, quem sabe ela também não me esquece!
- Assim espero, eu vou fazer isso mais se ela não quiser irei deixar de lado e partir pra outra, mesmo amando ela.
- Tudo bem meu amigo, vai dá tudo certo no final - falo dando um aperto de mão em seu braço e fomos andando para a sala do delegado onde ele nos informa que vamos cumprir alguns mandatos, minha equipe sai da delegacia e vamos para o local informado e chegando lá fizemos como somos ordenados e não teve resistência da parte do indivíduo, depois de deixarmos na delegacia já era hora do almoço, paramos e fomos para o restaurante de sempre e depois que terminamos, recebemos uma denúncia de violência doméstica a quatro quarteirões de onde agente estava e depois de muito trabalho e perseguição conseguimos pegar o assassino que antes da briga com a esposa, já tinha matado uma jovem em um latrocínio que é roubo em seguida de morte, e quando estávamos todos reunidos em frente a delegacia quando nosso turno acabou, já trocados, sem nossos uniformes Paulo é o primeiro a se manifestar.
- Pessoal, o que acham de irmos até um barzinho e fechar a noite já que hoje é o nosso último dia de trabalho da semana?
- Claro, estamos precisando mesmo de algumas bebidas fortes e relaxar, o dia hoje foi bem tenso.- Hugo fala e o resto do pessoal acaba concordando também.
- E você Dante? Também vai?
- Não! Eu já tenho planos pra hoje
- Ah qual é Dante, vamos cara, vamos fazer como nos velhos tempos.
- Estou com o coração partido por sua culpa, então acho justo você ir me consolar Dante.
- Caramba, como vocês são chatos meu, tudo bem, tudo bem eu vou mas não vou demorar.- aviso fazendo eles comemorarem
- Beleza.
Saímos divididos em três carros diferentes e fomos para o barzinho mais badalado da cidade, eu não sei porque mais estava sentindo uma sensação estranha de que algo iria acontecer e não gosto de sentir isso.
- O que aconteceu Dante? Você está com uma cara estranha e todo tenso.- pergunta Eurico que estava sentado ao meu lado na cadeira do passageiro.
- Não é nada, só foi uns pensamentos que passaram na minha cabeça.- Dou um sorriso para ele sem mostrar os dentes e começo a dirigir
— Tem certeza? eu acho que te conheço muito bem para saber que tem algo de errado
— Pode até ser, mais eu não sei exatamente o que estou sentindo, só sei que essa saída não vai ter um sinal feliz
- Pare de pensar nisso Dante, assim você só chama a força negativa, vai dá certo, é só um momento de descontração
— Hum, tá bom, espero que realmente só seja isso mesmo
. - fomos o resto do caminho em silêncio, estacionei meu carro em frente ao barzinho e descemos onde os outros fazem o mesmo, entramos no local e seguimos para duas mesas que estava no fundo, juntamos para formar uma só e sentamos e logo um rapaz veio até agente e deixou o prato da casa que era três garrafas de bebidas fortes e uma travessa de espetinho com uma salada de mortadela crua com limão e cachaça para a felicidade dos meus amigos, começamos a degustar dos aperitivos enquanto conversamos conversas banais e depois de uns três copos de bebidas, eu acabei esquecendo aquela sensação que estava sentindo mais cedo e comecei a entrar na onda dos meu amigos, sem saber que iria me arrepender depois, não era nem para eu estar aqui, com certeza a Clarisse está pensando que eu ainda estou trabalhando mais que na verdade estou aqui bebendo.