Capítulo.04

749 Words
"Auuuu!" Foi a única palavra que consegui soltar quando senti o impacto do meu corpo se chocando contra a parede do meu quarto. Sempre fui meticulosa, alguém que precisa calcular tudo e ter o controle de cada situação. Mas agora, essas habilidades me falhavam. Não fazia ideia de quantas horas atrás havia permitido que o Ethan viesse à minha casa, tampouco quantos minutos se passaram desde que ele subiu até o meu quarto. A única coisa que eu tentava calcular era a intensidade de cada movimento de seu corpo contra o meu, deixando-me sem fôlego, presa entre ele e a parede fria. —Você é tão linda —Ele sussurrou, afastando a boca da minha. Ignorei suas palavras, não queria parar o que estávamos fazendo. Era a primeira vez novamente com alguém após meu ex. Levei minha boca até a dele, explorando cada toque, cada beijo, parando apenas o suficiente para tirar sua blusa. Empurrei-o lentamente até a minha cama, mas foi ele quem me empurrou sobre ela e veio por cima de mim. Uma música qualquer tocava na caixa de som do meu computador, e a única luz no quarto era a do monitor. Nossos corpos se encaixavam de forma tão natural que o mundo lá fora parecia não existir. Suas mãos exploravam cada parte do meu corpo, suas beijos subiam do rosto ao pescoço, e seu hálito quente me fazia arrepiar por inteiro. —Você quer isso? —Ele perguntou, colocando dois dedos dentro de mim. Apenas concordei com a cabeça, sentindo a tensão aumentar e o prazer se intensificar. Passei as unhas arranhando suas costas, sentindo cada reação dele. Logo, ele substituiu os dedos pela boca, me provocando de forma lenta, depois intensa. Eu puxava seus cabelos, arqueava meu corpo, buscando mais, desejando mais, mas ele controlava o ritmo, fazendo cada segundo valer a pena. Quando finalmente se preparou, seus olhos fixos nos meus, ele colocou a camisinha. Eu conseguia ver perfeitamente seu desejo refletido no seu corpo. —Venha logo —Resmunguei, impaciente. Ele sorriu de lado e se aproximou novamente. Quando finalmente nos unimos, meu corpo arqueou sobre a cama, uma mistura de prazer e culpa correndo por mim. Trocamos de posição, ele me colocou de quatro, segurando minha cintura com firmeza e puxando meus cabelos, enquanto nossos corpos se moviam em perfeita sincronia. Os gemidos se misturavam com a música, nossos suspiros acelerados preenchendo o quarto. —Goze —Ele ordenou, e nós chegamos ao ápice juntos, exaustos e suados, deitados lado a lado, ainda tentando recuperar o fôlego. Depois, ele me acompanhou até o portão, e eu fiquei olhando seu carro partir até não conseguir mais vê-lo. Subi para minha casa, tomei um banho demorado, tentando absorver tudo o que havia acontecido, e voltei para a cama. Foi então que a chama do Tinder apareceu, e eu vi algumas mensagens, incluindo uma de Murilo, o médico. —Oi (20:00 20/08) Ele tinha quatro fotos em lugares aleatórios do hospital. Seu cabelo preto com alguns fios brancos, olhos escuros e jaleco branco, mas nada mais sobre ele. Sem i********:, sem perfil público. Curiosa, mas cautelosa, resolvi responder: —Oi Logo ele respondeu: —Tudo bem, mocinha? (20:04 20/08) “Mocinha?” pensei. Quem ainda chama alguém assim? Decidi não responder de imediato. Ethan já era problema suficiente. Mas, três dias depois, resolvi quebrar o silêncio: —Estou bem e você? —Estou bem também, só cansado. Pode me passar seu w******p? Aqui não chegam as notificações (10:20 23/08) Eu não iria entregar meu número tão fácil, então enviei apenas um gif de “Júlio de Todo Mundo Odeia o Chris”. Ele respondeu com emojis rindo, e eu senti um leve sorriso escapar de mim. Dias depois, ele continuou tentando: —Oi mocinha (23:10 12/10) Resolvi responder apenas no dia seguinte: —Oi (18:36 13/10) —Tudo bem? (18:37 13/10) —Sim, e você? —Sim, como foi seu dia? (23:00 13/10) —Bem, e o seu? (19:07 14/10) —Bem também (00:11 15/10) —Entendi (19:35 15/10) —Você poderia me dar o seu número? (17:07 17/10) Ignorei. Mas ele insistiu: —? (16:41 20/10) Existe uma frase que diz: “quem está na chuva é para se molhar”. E eu fiz algo que, na minha cabeça, não deveria. —11974… (17:58 20/10) E assim, Murilo entrou na minha vida. Se seria para bem ou para m*l? Eu ainda não sabia. Mas uma coisa era certa: eu precisava descobrir.
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