Tomás Eu estou resfolegando na frente dos três, tentando inutilmente voltar a respirar normalmente, minha garganta está fechada como se tivesse algo preso nela e mais uma vez, eu caio de joelhos. Literalmente, de joelhos. Me sinto uma criança desprotegida no escuro com medo dos monstros dentro do armário. O problema é que o meu monstro é real, de carne e osso, tem nome e sobrenome e como se não bastasse, compartilhamos o mesmo DNA. Meus músculos estão tensos por estar na frente daquele que abusou de mim sem nenhum remorso e eu só conseguia ouvir os pensamentos nebulosos na minha mente. A escuridão dominava minha alma por completo e eu só quero gritar por socorro. Porra, cadê a Pérola? Eu preciso dela. Eu preciso do seu abraço e ouvir sua voz falando que está comigo. Minha cabeça dói

