O quarto principal da mansão Piedmont estava transformado em um santuário de luxo. Pétalas de rosas brancas cobriam o caminho até a suíte master, e o aroma de sândalo e jasmim preenchia o ar. Para Ariel, aquela era a celebração do amor; para Bianca, era o início da prova mais difícil de sua vida.
Ariel conduziu Bianca para o imenso banheiro de mármore, onde uma banheira de hidromassagem já estava preparada, com a água morna exalando vapores perfumados. Sob a luz suave de velas, o bilionário começou a despir sua esposa com uma reverência quase religiosa.
— Finalmente, minha Bianca... — Ariel sussurrou, a voz carregada de uma ternura genuína. — Você não sabe quanto tempo esperei por este momento.
O toque de Ariel era o oposto do de Bruno. Não havia violência ou urgência predatória; havia um carinho cuidadoso. Dentro da água, Ariel começou a acariciar o corpo de Bianca, as mãos deslizando suavemente pela pele dela. Ele a beijou com doçura, explorando seus lábios com uma paixão calma que buscava conexão, não apenas conquista.
Ariel desceu pelo corpo de Bianca, seus lábios traçando um caminho de arrepios. Quando ele se ajoelhou diante dela na água morna, Bianca fechou os olhos, as mãos apoiadas nas bordas de mármore. O toque dele na sua i********e foi suave, uma exploração dedicada e apaixonada. Ele a saboreava com um gosto que demonstrava o quanto a idolatrava.
Simultaneamente, Ariel usava as mãos para massagear os s***s de Bianca, apertando seus m*****s com a ponta dos dedos, provocando nela um prazer que ela tentava processar racionalmente, mas que seu corpo acabava por aceitar. Bianca soltou um gemido — um som que misturava o prazer físico real com a agonia psicológica de estar nos braços do homem errado.
Do outro lado da espessa parede da suíte, no corredor escuro que levava aos aposentos da ala leste, Bruno Piedmont estava parado como uma sombra. Ele havia saído da festa, mas seus pés o haviam traído, levando-o até ali.
O som dos gemidos de Bianca, abafados mas inconfundíveis, atravessou a porta e atingiu Bruno como um tiro no peito. Cada arquejo dela, cada suspiro que indicava que ela estava recebendo prazer do seu tio, fazia o sangue de Bruno ferver de uma fúria cega. Seus punhos estavam cerrados, as unhas cravando-se na palma da mão até quase sangrar.
A possessividade que ele sentia por Bianca era uma doença. Ele não suportava a ideia de que Ariel estivesse tocando o que ele considerava seu por direito de conquista. Incapaz de ouvir mais um segundo daquela "felicidade" conjugal, Bruno girou sobre os saltos e caminhou com passos pesados em direção ao quarto de hóspedes onde Isadora Valente estava alojada.
Ele não bateu na porta. Simplesmente entrou, a aura de perigo emanando dele como uma tempestade.
Isadora, que estava sentada diante da penteadeira retirando as joias, virou-se assustada, mas ao ver a expressão selvagem e os olhos injetados de Bruno, um sorriso cúmplice e predatório surgiu em seus lábios. Ela sabia que ele não vinha por amor; ele vinha por ódio.
— Bruno... que surpresa deliciosa — ela começou a dizer, mas ele não deu tempo para palavras.
Bruno a agarrou pela nuca, puxando-a para um beijo violento, quase punitivo. Ele a jogou sobre a cama de dossel, livrando-se das próprias roupas com uma urgência brutal. Isadora soltou uma risada ríspida, enrolando as pernas na cintura dele, excitada pela energia sombria que ele trazia.
— Descarregue em mim, Bruno... eu sei que você está furioso — ela provocou, arranhando as costas dele.
Bruno entrou nela sem preliminares, com uma força que arrancou um grito de Isadora. Ele não a olhava nos olhos; na sua mente, ele estava descontando em Isadora a imagem de Bianca com Ariel. O sexo era frenético, rítmico e despido de qualquer ternura. O som dos corpos se chocando e dos gemidos altos e teatrais de Isadora preenchia o quarto de hóspedes.
— Isso! Mais forte! — Isadora gemia, a voz ecoando pelas paredes, deliciando-se com a fúria do herdeiro.
Bruno a possuía com uma cadência destrutiva, as mãos apertando os quadris dela com tanta força que deixariam marcas. Ele precisava apagar o som dos gemidos de Bianca da sua cabeça, e a única forma de fazer isso era criando o seu próprio caos carnal. No ápice do ato, Bruno soltou um rosnado animal, derramando-se em Isadora com uma descarga de adrenalina que o deixou exausto, mas ainda preenchido por um ódio profundo.
De volta à suíte master, o ato entre Ariel e Bianca atingia o seu clímax. Ariel a levou para a cama, cobrindo-a com o lençol de seda. Ele a amava com uma devoção que fazia Bianca sentir-se a pior das pecadoras. Quando Ariel finalmente adormeceu, exausto e feliz, Bianca permaneceu deitada, olhando para o teto.
O silêncio da mansão era agora cortado apenas pelo som do vento nas árvores. Bianca sentia o sêmen de Ariel dentro de si, mas a sua pele ainda parecia queimar onde Bruno a havia tocado dias antes.
Na manhã seguinte, o café da manhã dos recém-casados foi servido no terraço. Bruno apareceu, impecável, mas com olheiras que denunciavam sua noite de fúria. Isadora o seguia, exibindo um sorriso vitorioso e marcas no pescoço que fazia questão de não esconder.
Ariel, segurando a mão de Bianca, olhou para o sobrinho e para a atriz.
— Parece que a noite foi agitada para todos nesta casa — comentou Ariel, com um tom brincalhão que fez o estômago de Bianca revirar.
Bruno fixou o olhar em Bianca, um olhar que dizia claramente que o jogo de aparências estava apenas começando e que o fato de ela ser agora sua "tia" não mudava absolutamente nada na sua agenda de possessão. Nina, observando as marcas no pescoço de Isadora, sentiu o ciúme queimar, sem imaginar que a verdadeira rivalidade estava sentada bem ao lado de seu pai.