Isso foi um erro

1360 Words
​O som dos saltos altos de Isadora estalando contra as pedras do caminho parecia bater diretamente no peito de Bianca. Escondida na reentrância da sebe, com as costas prensadas contra o mármore frio da estátua, ela m*l conseguia respirar. O corpo de Bruno estava colado ao seu, uma barreira sólida de músculos e calor que, ao mesmo tempo que a protegia da vista das duas mulheres, a sufocava com uma tentação avassaladora. ​— Você é muito insolente, Nina — a voz de Isadora ecoou do outro lado da parede de folhagem, carregada de um desdém aristocrático. — Acha mesmo que pode me ditar regras? Eu conheço o Bruno desde os tempos de Madri. Ele veio para a capital apenas para me ver, passamos a noite juntos na cobertura dele... Você é apenas a prima ciumenta que ele tolera por obrigação familiar. ​As palavras de Isadora entraram como estilhaços de vidro nos ouvidos de Bianca. Ela olhou para cima, os olhos castanhos faiscando na penumbra, encontrando o olhar de Bruno. Ele a encarava de volta, com os maxilares contraídos, mas havia um brilho desafiador em suas pupilas escurecidas pelo t***o e pela adrenalina. ​Em vez de se afastar para garantir a segurança, a proximidade do perigo pareceu acender um estopim insano nas veias de Bruno. Suas mãos largas, que antes seguravam os pulsos de Bianca, desceram de vagar pelo quadril dela, puxando a saia pesada do vestido azul-noturno para cima. ​Bianca arregalou os olhos, soltando um arquejo mudo. Ela tentou empurrar os ombros dele, uma negação silenciosa, mas Bruno apenas sorriu, um sorriso predatório e cínico que dizia que ele estava no controle absoluto daquele jogo perigoso. ​— Você não sabe de nada, Isadora! — a voz de Nina subiu um tom, trêmula de humilhação e raiva. — O Bruno me ama! Ele só está se divertindo com você porque você é uma mulher fácil da capital. Mas o sobrenome Piedmont pertence a mim, e meu pai nunca permitiria que ele se casasse com uma atriz de quinta categoria! ​— Monitore o seu tom, garota... — retrucou Isadora, os passos movendo-se ligeiramente, indicando que elas caminhavam mais para o interior do labirinto, aproximando-se ainda mais do esconderijo. ​A escassos metros dali, a tensão carnal atingia o ponto de ebulição. A mão de Bruno encontrou a pele nua da coxa de Bianca, subindo com uma lentidão torturante, arrastando consigo o tecido fino de sua calcinha de renda. Bianca cravou as unhas nos ombros do paletó dele, os dentes cravados no próprio lábio inferior para conter o gemido que ameaçava escapar. O contraste entre o frio da noite e os dedos ardentes de Bruno entre suas pernas a estava enlouquecendo. ​Bruno inclinou o rosto, colando os lábios na orelha de Bianca, sua respiração quente fazendo-a estremecer por inteiro. — Se você gritar, tía... elas entram aqui e o seu precioso casamento com o meu tio acaba antes de começar — ele sussurrou, a voz sendo apenas um sopro imperceptível, carregada de uma malícia picante. — Mas você quer isso tanto quanto eu. Eu sinto como você está implorando por mim. ​Bianca queria odiá-lo. Queria esbofetear aquele rosto arrogante, mas o seu corpo a traía de forma humilhante. Ela estava completamente molhada, pulsando de desejo, atiçada pelo perigo real de ser desmascarada pela enteada e pela rival. Quando Bruno posicionou-se, erguendo-a levemente pelas coxas para que as costas dela ficassem firmes contra o mármore, Bianca fechou os olhos, rendendo-se completamente. ​Ele entrou nela de uma vez só. ​Um choque elétrico percorreu a espinha de Bianca. O impacto foi profundo, preenchendo-a de uma forma que a fez arquear as costas, os olhos lacrimejando pelo esforço de não soltar um grito de puro êxtase. Bruno segurou a nuca dela, colando seus lábios aos dela não para um beijo, mas para abafar qualquer som que pudesse denunciá-los. ​O ritmo que se seguiu foi uma tortura de prazer e agonia. Bruno movia-se com estocadas lentas, deliberadas e incrivelmente profundas, fazendo cada centímetro do corpo de Bianca tremer. O som do tecido de seda roçando contra o mármore parecia, para os ouvidos apavorados de Bianca, um trovão no silêncio do jardim. ​— Eu não vou perder o Bruno para você, Isadora. Escreva o que estou dizendo — a voz de Nina soou quase colada à sebe de proteção. Elas estavam logo atrás da estátua. ​Bianca enterrou o rosto no pescoço de Bruno, mordendo a pele dele com força enquanto sentia o ápice do prazer se aproximar de forma violenta. Bruno acelerou os movimentos, os quadris se chocando contra os dela com uma urgência selvagem, o suor começando a brotar em sua testa apesar do frio da montanha. Ele a possuía com uma fúria possessiva, como se quisesse marcar a ferro que, independentemente de quem assinasse o contrato nupcial com Ariel, ela pertencia a ele. ​Isadora soltou uma risada ríspida, o som de seus passos indicando que finalmente estava dando meia-volta em direção ao salão iluminado. — Fique aí com as suas ilusões de menina, Nina. Eu vou voltar para o bar. O Bruno deve estar me procurando para irmos embora. ​— Vá! Mas você não vai rir por último! — Nina gritou, seguindo a atriz de volta. O som dos saltos foi diminuindo gradualmente, até ser engolido pela música distante da festa. ​No segundo em que o silêncio voltou a reinar no jardim de esculturas, o orgasmo de Bianca explodiu com uma força avassaladora. Ela estremeceu nos braços de Bruno, os espasmos internos prendendo o m****o dele com força, arrancando um gemido rouco e contido do herdeiro dos Piedmont. Bruno enterrou-se nela uma última vez, derramando-se no íntimo da noiva do tio com um suspiro pesado, a testa colada à dela. ​A descarga de adrenalina e prazer deixou os dois arfantes, os p****s subindo e descendo em sincronia na escuridão. ​Bianca abriu os olhos lentamente, a mente racional voltando a tomar o controle. A culpa e a vergonha pelo que acabara de fazer — e pelo quanto havia gostado — transformaram-se em uma máscara de frieza instantânea. Ela empurrou o peito de Bruno, descendo as pernas e ajeitando o vestido azul com as mãos trêmulas. ​— Saia de perto de mim — ela ordenou, a voz saindo num sussurro gélido, embora ainda estivesse trêmula. ​Bruno afastou-se um passo, fechando as calças com a calma de quem havia apenas feito um passeio casual. O brilho de satisfação e desafio em seus olhos escuros era insuportável para Bianca. ​— Você pode colocar a sua máscara de noiva virtuosa de novo, Bianca. Pode voltar para o salão e receber os abraços do meu tio — ele disse, ajeitando o paletó de gala com elegância aristocrática. — Mas nós dois sabemos o que aconteceu aqui. E sabemos que Isadora e Nina estão caçando o fantasma errado. Você está presa a mim, tía. E nenhuma mentira vai mudar isso. ​Bianca virou as costas para ele, limpando uma lágrima de raiva que teimava em cair. — Isso foi um erro. O último. O casamento é na próxima semana, Bruno. Depois disso, eu serei a Senhora Piedmont. E você será apenas o sobrinho que eu toleratei por obrigação. ​Sem esperar pela resposta dele, Bianca caminhou apressadamente para fora do labirinto, certificando-se de que o cabelo e a maquiagem estavam em ordem antes de reentrar nas luzes falsas do salão. Ao entrar no salão principal, Bianca foi imediatamente recebida por Ariel, que esticou o braço para ela com um sorriso radiante. — Aqui está você, minha querida! Estava justamente procurando por você. Os jornalistas da Hola! México querem uma foto nossa ao lado do contrato pré-nupcial que acabamos de validar. Do outro lado do salão, Flavia observava a filha com um olhar de águia, enquanto Nina e Isadora trocavam faíscas silenciosas perto do bar. Bianca deu o braço a Ariel, sentindo o líquido quente de Bruno ainda escorrer por entre suas pernas sob o vestido de luxo. O jogo estava ficando perigoso demais, e a contagem regressiva para o casamento havia começado.
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