O som dos saltos altos de Isadora estalando contra as pedras do caminho parecia bater diretamente no peito de Bianca. Escondida na reentrância da sebe, com as costas prensadas contra o mármore frio da estátua, ela m*l conseguia respirar. O corpo de Bruno estava colado ao seu, uma barreira sólida de músculos e calor que, ao mesmo tempo que a protegia da vista das duas mulheres, a sufocava com uma tentação avassaladora.
— Você é muito insolente, Nina — a voz de Isadora ecoou do outro lado da parede de folhagem, carregada de um desdém aristocrático. — Acha mesmo que pode me ditar regras? Eu conheço o Bruno desde os tempos de Madri. Ele veio para a capital apenas para me ver, passamos a noite juntos na cobertura dele... Você é apenas a prima ciumenta que ele tolera por obrigação familiar.
As palavras de Isadora entraram como estilhaços de vidro nos ouvidos de Bianca. Ela olhou para cima, os olhos castanhos faiscando na penumbra, encontrando o olhar de Bruno. Ele a encarava de volta, com os maxilares contraídos, mas havia um brilho desafiador em suas pupilas escurecidas pelo t***o e pela adrenalina.
Em vez de se afastar para garantir a segurança, a proximidade do perigo pareceu acender um estopim insano nas veias de Bruno. Suas mãos largas, que antes seguravam os pulsos de Bianca, desceram de vagar pelo quadril dela, puxando a saia pesada do vestido azul-noturno para cima.
Bianca arregalou os olhos, soltando um arquejo mudo. Ela tentou empurrar os ombros dele, uma negação silenciosa, mas Bruno apenas sorriu, um sorriso predatório e cínico que dizia que ele estava no controle absoluto daquele jogo perigoso.
— Você não sabe de nada, Isadora! — a voz de Nina subiu um tom, trêmula de humilhação e raiva. — O Bruno me ama! Ele só está se divertindo com você porque você é uma mulher fácil da capital. Mas o sobrenome Piedmont pertence a mim, e meu pai nunca permitiria que ele se casasse com uma atriz de quinta categoria!
— Monitore o seu tom, garota... — retrucou Isadora, os passos movendo-se ligeiramente, indicando que elas caminhavam mais para o interior do labirinto, aproximando-se ainda mais do esconderijo.
A escassos metros dali, a tensão carnal atingia o ponto de ebulição. A mão de Bruno encontrou a pele nua da coxa de Bianca, subindo com uma lentidão torturante, arrastando consigo o tecido fino de sua calcinha de renda. Bianca cravou as unhas nos ombros do paletó dele, os dentes cravados no próprio lábio inferior para conter o gemido que ameaçava escapar. O contraste entre o frio da noite e os dedos ardentes de Bruno entre suas pernas a estava enlouquecendo.
Bruno inclinou o rosto, colando os lábios na orelha de Bianca, sua respiração quente fazendo-a estremecer por inteiro.
— Se você gritar, tía... elas entram aqui e o seu precioso casamento com o meu tio acaba antes de começar — ele sussurrou, a voz sendo apenas um sopro imperceptível, carregada de uma malícia picante. — Mas você quer isso tanto quanto eu. Eu sinto como você está implorando por mim.
Bianca queria odiá-lo. Queria esbofetear aquele rosto arrogante, mas o seu corpo a traía de forma humilhante. Ela estava completamente molhada, pulsando de desejo, atiçada pelo perigo real de ser desmascarada pela enteada e pela rival. Quando Bruno posicionou-se, erguendo-a levemente pelas coxas para que as costas dela ficassem firmes contra o mármore, Bianca fechou os olhos, rendendo-se completamente.
Ele entrou nela de uma vez só.
Um choque elétrico percorreu a espinha de Bianca. O impacto foi profundo, preenchendo-a de uma forma que a fez arquear as costas, os olhos lacrimejando pelo esforço de não soltar um grito de puro êxtase. Bruno segurou a nuca dela, colando seus lábios aos dela não para um beijo, mas para abafar qualquer som que pudesse denunciá-los.
O ritmo que se seguiu foi uma tortura de prazer e agonia. Bruno movia-se com estocadas lentas, deliberadas e incrivelmente profundas, fazendo cada centímetro do corpo de Bianca tremer. O som do tecido de seda roçando contra o mármore parecia, para os ouvidos apavorados de Bianca, um trovão no silêncio do jardim.
— Eu não vou perder o Bruno para você, Isadora. Escreva o que estou dizendo — a voz de Nina soou quase colada à sebe de proteção. Elas estavam logo atrás da estátua.
Bianca enterrou o rosto no pescoço de Bruno, mordendo a pele dele com força enquanto sentia o ápice do prazer se aproximar de forma violenta. Bruno acelerou os movimentos, os quadris se chocando contra os dela com uma urgência selvagem, o suor começando a brotar em sua testa apesar do frio da montanha. Ele a possuía com uma fúria possessiva, como se quisesse marcar a ferro que, independentemente de quem assinasse o contrato nupcial com Ariel, ela pertencia a ele.
Isadora soltou uma risada ríspida, o som de seus passos indicando que finalmente estava dando meia-volta em direção ao salão iluminado.
— Fique aí com as suas ilusões de menina, Nina. Eu vou voltar para o bar. O Bruno deve estar me procurando para irmos embora.
— Vá! Mas você não vai rir por último! — Nina gritou, seguindo a atriz de volta. O som dos saltos foi diminuindo gradualmente, até ser engolido pela música distante da festa.
No segundo em que o silêncio voltou a reinar no jardim de esculturas, o orgasmo de Bianca explodiu com uma força avassaladora. Ela estremeceu nos braços de Bruno, os espasmos internos prendendo o m****o dele com força, arrancando um gemido rouco e contido do herdeiro dos Piedmont. Bruno enterrou-se nela uma última vez, derramando-se no íntimo da noiva do tio com um suspiro pesado, a testa colada à dela.
A descarga de adrenalina e prazer deixou os dois arfantes, os p****s subindo e descendo em sincronia na escuridão.
Bianca abriu os olhos lentamente, a mente racional voltando a tomar o controle. A culpa e a vergonha pelo que acabara de fazer — e pelo quanto havia gostado — transformaram-se em uma máscara de frieza instantânea. Ela empurrou o peito de Bruno, descendo as pernas e ajeitando o vestido azul com as mãos trêmulas.
— Saia de perto de mim — ela ordenou, a voz saindo num sussurro gélido, embora ainda estivesse trêmula.
Bruno afastou-se um passo, fechando as calças com a calma de quem havia apenas feito um passeio casual. O brilho de satisfação e desafio em seus olhos escuros era insuportável para Bianca.
— Você pode colocar a sua máscara de noiva virtuosa de novo, Bianca. Pode voltar para o salão e receber os abraços do meu tio — ele disse, ajeitando o paletó de gala com elegância aristocrática. — Mas nós dois sabemos o que aconteceu aqui. E sabemos que Isadora e Nina estão caçando o fantasma errado. Você está presa a mim, tía. E nenhuma mentira vai mudar isso.
Bianca virou as costas para ele, limpando uma lágrima de raiva que teimava em cair.
— Isso foi um erro. O último. O casamento é na próxima semana, Bruno. Depois disso, eu serei a Senhora Piedmont. E você será apenas o sobrinho que eu toleratei por obrigação.
Sem esperar pela resposta dele, Bianca caminhou apressadamente para fora do labirinto, certificando-se de que o cabelo e a maquiagem estavam em ordem antes de reentrar nas luzes falsas do salão.
Ao entrar no salão principal, Bianca foi imediatamente recebida por Ariel, que esticou o braço para ela com um sorriso radiante.
— Aqui está você, minha querida! Estava justamente procurando por você. Os jornalistas da Hola! México querem uma foto nossa ao lado do contrato pré-nupcial que acabamos de validar.
Do outro lado do salão, Flavia observava a filha com um olhar de águia, enquanto Nina e Isadora trocavam faíscas silenciosas perto do bar. Bianca deu o braço a Ariel, sentindo o líquido quente de Bruno ainda escorrer por entre suas pernas sob o vestido de luxo. O jogo estava ficando perigoso demais, e a contagem regressiva para o casamento havia começado.