Capítulo Dez

1273 Words
Cláudia: O que está acontecendo aqui? A pergunta de Cláudia fez com que os dois voltassem para realidade e para o que estava prestes a acontecer. Anahí fora a primeira a se ajeitar. Ela se levantou e se retirou da sala pedindo licença sem olhar para ninguém, constrangimento era pouco para o que estava sentindo, estava prestes a beijar um homem comprometido, e o pior de tudo ele era seu chefe, sentou em sua cadeira e recostou sua cabeça fechando os olhos, não sabia onde tinha na sua cabeça para deixar se envolver a ponto de rolar um clima entre ela e Alfonso. Aquilo não poderia acontecer, jamais, nunca, ele era seu chefe, e precisava daquele trabalho, tinha batalhado tanto para conseguir algo bom, não poderia correr o risco de se envolver com seu chefe que estava namorando e que futuramente poderia prejudicar seu emprego. Alfonso respirou fundo e encarou Cláudia nem ele entendeu o que tinha rolado ali, ele tinha um relacionamento estável, com uma pessoa que ele realmente gostava e no entanto estava elogiando de forma sincera e admirada sua jovem secretária e por mais uns segundos estaria a beijando. Agora ao olhar Cláudia se sentia um cafajeste porque a vontade de ter Anahí nos seus braços ainda estava lá. Ele só a conheci há dois dias, e já sentia desejo? Ou será que estava misturando as coisas, pela falta da namorada? Ele não sabia o que pensar. Cláudia: Não me responder o que foi isso? Perguntou esperando uma resposta. Não fora uma cena nada agradável vê seu namorado tão próximo de outra mulher, ainda mais que essa mulher era jovem e muito bonita. Alfonso: Oi, amor. Não estava acontecendo nada, A Anahí é a minha nova secretária, só estava passando algumas coisas para ela. Cláudia: E precisavam estar tão próximos? Perguntou enciumada. Alfonso: Não precisa ficar com ciúmes, só estávamos conversando. Não me disse a hora que chegaria, eu poderia ter ido te buscar. Disse se levantando e foi se aproximando da namorada que ainda permanecia emburrada e com os braços cruzados. Cláudia: Queria te fazer uma surpresa, mas a surpreendida foi eu. Disse não engolindo nada do que ele falou. Alfonso: Cláudia, eu só estava próximo a Anahí, porque precisava que ela prestasse atenção no que deveria fazer, ela é muito esforçada, simpática, está se dedicando ao trabalho e gostaria que tivesse empatia por ela, sem ciúmes e sem julgamento, ok? Disse dando um selinho nela. Cláudia: Só não foi uma cena agradável de se vê, para mim parecia que vocês iam se beijar. Disse o abraçando. Alfonso: Não íamos, ela é minha secretaria, apenas isso, o máximo que pode acontecer é uma amizade, até porque eu já tenho quem eu quero. Ela sorriu. Cláudia: Mas ela é muito bonita, isso não pode negar. Ela sorriu. Realmente não poderia. Alfonso: Realmente, não posso, mas sou um homem comprometido e feliz com quem estou. Cláudia: Eu te amo, sentia tanta sua falta. Disse suspirando. Alfonso: Não parece, não me deu um beijo até agora. Ela sorriu e passou os braços pelo pescoço dele, suas bocas se uniram aos poucos, como se quisessem matar a saudade um do outro. Anahí ficou em sua mesa, quieta e pensativa, não queria pensar no que poderia estar acontecendo naquela sala, não conhecia seu chefe o suficiente para saber se ele era dos tais que transam em seu trabalho e quando um novo relatório chegou para que ele pudesse assinar, ela ficou sem saber se iria interromper ou não, porém ela não poderia adiar, o relatório precisava ser assinado e encaminhado para o setor financeiro. Ela discou o ramal dele e não demorou para ser atendida, ela respirou aliviada quando ele não demorou para atender. Ao bater e ter permissão para entrar, ela viu que Cláudia estava sentada em um das cadeiras a frente da mesa do namorado enquanto digitava algo no celular e Alfonso olhava um projeto, ele estava trabalhando e a namorada provavelmente só o esperando, nada de sexo, e ela não sabia porquê tinha se preocupado com isso, e principalmente porquê tinha ficado tão aliviada. Alfonso: Anahí, deixa eu te apresentar como se deve. Sorriu – Essa é a minha namorada, Cláudia. Amor, essa é a Anahí, minha nova secretária. Apresentou as duas. Cláudia se levantou e cumprimentou Anahí com simpatia e educação. Cláudia: Prazer, Anahí. Seja bem vida e espero que meu namorado não seja muito chato e carrasco. Brincou e Anahí sorriu. Anahí: Não estou tendo do que reclamar. Disse com simpatia. – O relatório que o Senhor Marcelo mandou para que fosse assinado. Alfonso assentiu. Alfonso: Vou revisar e assinar. Anahí assentiu. Anahí: Com licença. Pediu se retirando. Alfonso encarou a namorada sorrindo. Cláudia: Parece uma boa moça. Disse mais tranquila. – Mas ainda assim, não deixa de ser uma mulher linda. Viu aquelas curvas? Perguntou de forma brincalhona e sincera. Mas Alfonso não seria louco de dizer que tinha reparado muito bem aquelas curvas. Cláudia ficou até que o namorado terminasse o trabalho, queria passar o dia com ela, mas entendia os compromissos que ele tinha no trabalho, por isso ficou um tempo com ele, depois foi ver Maite, as duas conversaram um pouco, apesar de querer ir para casa, tomar um banho e descansar da viagem, Alfonso pediu que ela o aguardasse, iria terminar tudo mais cedo para que pudessem passar o resto do dia juntos, por isso quando encerrou duas reuniões, ele encerrou suas atividades, saindo com uma Cláudia sorridente. Alfonso: Anahí? A Chamou quando saiu da sua sala abraçado a namorada. Anahí: Sim? Alfonso: Pode ir para casa. Não precisa ficar aqui eu já estou indo. Anahí: Obrigada. Ele assentiu. Cláudia: Até mais, Anahí. Se despediu. Anahí viu os dois caminharem juntos, conversando, pareciam que iam jantar fora, imaginou que os dois iriam a um restaurante mais caro, tomariam vinho, conversariam e com certeza iriam para casa ter uma noite de amor. Ela balançou a cabeça afastando tais pensamentos. Por que estava pensando tanto no seu chefe t*****r com a namorada, qual era o problema dela? Talvez fosse como Dulce falou, estava a muito tempo sem saber o que era isso, mas com tantas coisas na família acontecendo, ela não tinha tempo para festas, barzinhos ou para conhecer alguém. Ela aproveitou que saiu cedo para ir mais cedo a faculdade, queria estudar um pouco, comer alguma coisa antes das aulas. Na volta para casa ela pensou que talvez Cláudia não fosse tudo aquilo que os outros pensavam, a namorada do seu chefe a tinha tratado com respeito, simpatia e educação, mesmo quando Anahí estava prestes a beijar o namorado dela, e ao pensar no quase beijo foi impossível para Anahí não pensar em Alfonso, no sorriso dele, na respiração dele próxima a dela. Henrique: O que foi? Perguntou assim que a filha veio ao seu encontro. Ela abraçou o seu pai e sentiu o perfume dele e de como se sentia protegida ali, se sentia a menininha do papai e aquela sensação era tão gostosa. Anahí: Não é nada. Disse sabendo que o pai a conhecia como ninguém. Eles tinham uma ligação forte. Henrique: Não me engana, mocinha. Como foi seu dia? Perguntou olhando a filha. Anahí: Foi bom, foi diferente. Disse agora pensando no beijo. Henrique: Algo aconteceu. Eu sei que sim e não adianta dizer que não. Anahí: Posse te contar se fizer um chocolate quente. Disse sorrindo e ele também sorriu. Henrique: Tem sorte, fiz aquele bolo de milho que você adora. Parece que eu senti que iríamos ter uma daquelas conversas. Disse a filha que se aconchegou ainda mais no pai.
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