Cecília veio correndo até mim assustada, com os olhos raso d’água por entender o que ela devia, e o que faltou para evitar aquela situação. Assim que ela tocou em minhas, eu puxei de volta minha mão e olhei para ela como nunca. Ela tentava argumentar, mas devido ao barulho, não pude escutar coisa nenhuma e nem queria. Ainda estava atônito. Digerir aquilo foi demais, porque tinha outras coisas também a se enxergar. Nada é pior que lutar por uma mentira, quase morrer ou sacrificar o que quer que seja por algo que nem existe. Cecília sinalizou para que eu a seguisse quando viu que não pegaria sua mão. Um pouco hesitante, desconfiado, me perguntando “devo, de fato, ir e escutá-la, depois de tudo?”, pensei sem parar enquanto ela me esperava um pouco distante. Depois de refletir, mesmo que tenha

