Arcanjo Narrando A noite tava avançada, quase três da manhã, e eu ali largado na p***a do sofá, sem conseguir pregar o olho. Minha cabeça martelava tanto que parecia sinfonia de escola de samba. Tentei dormir, mas o arrependimento e a saudade da Lívia me comiam por dentro. Qualquer tentativa de relaxar virava uma porrada de pensamento: lembrava dela chorando, lembrava do ex babaca, lembrava das mensagens que ela mandou, me esculachando, dizendo que se despedia de mim. Parecia que eu tava num pesadelo. Joguei o braço no rosto, xinguei baixinho, mas não adiantou. Sem pensar duas vezes, eu me ergui, ainda tonto de álcool, tateando o celular no chão ao lado. Precisava falar com ela, mesmo que fosse no meio da madrugada. Ainda que eu estivesse bêbado feito um poste. Apertei o botão de discage

