(POV DE JÚLIA MONTSERRAT) O ar na enfermaria ficou subitamente pesado, saturado com o cheiro de poder antigo e mofo. A porta não se abriu; ela foi invadida. Vittorio Leone entrou com a autoridade de um carrasco, seguido de perto por Francesca. O olhar do antigo Don era uma lâmina de gelo que me atravessou, ignorando o sangue que ainda escorria dos meus braços. — Você m*l pisou nesta casa e já atraiu um monte de problemas — Vittorio disparou. A voz dele era um trovão contido. — Hoje era para ser um dia histórico para a nossa linhagem, e você já estragou tudo com esse espetáculo barato. O insulto chicoteou o meu rosto, queimando mais do que o tapa de Chiara. Phelippo deu um passo à frente, tentando se colocar entre mim e o veneno do pai. — Pai, a Chiara perdeu o controle, a Júlia não.

