POV DANTE LEONE Dirigimos rasgando o asfalto. O hospital estava um caos absoluto. Sirenes urravam no escuro. As luzes vermelhas de emergência giravam pelos corredores, banhando as paredes brancas em sangue ilusório e doentio. O cheiro de pólvora e desespero infestava o ar. Tiros estouraram no andar de cima, seguidos por rosnados que fizeram meus ossos tremerem. Pessoas corriam em pânico. Corri em direção à escadaria de acesso, pronto para sacar a arma e invadir o inferno. Mas Gabriel girou nos calcanhares. Ele travou meu avanço, batendo a mão espalmada no meu peito com violência. — Você fica na contenção! — Gabriel rugiu na minha cara, o hálito quente. — Não quero que se machuque. Você é minha garantia que ela viva! Senti o sangue ferver de ódio. Eu não era um maldito vidro de xaro

