(POV de Dante Leone) O ar fugiu dos meus pulmões no exato momento em que o punho de Gabriel atingiu o meu peito. Eu não estava recuperado. O ritual de marcação em Júlia tinha drenado o pouco que restava das minhas forças, e o impacto me jogou para trás. Meus pés perderam o contato com o chão da UTI e eu voei pelo corredor, batendo contra a parede com um estrondo metálico. Tentei respirar, mas o gosto de sangue e fúria inundou minha boca. A porta do quarto da Júlia estava entreaberta. Eu o vi. Vi o desgraçado Blackwolf inclinado sobre ela, possessivo, protegendo o que ele mesmo tinha descartado por sete anos. — Ela só deixa de ser minha quando eu morrer, Leone... não se engane — o rosnado dele vibrou nas paredes, carregado de uma autoridade que me fazia querer arrancar a garganta de

