FELIPE Mesmo com o uniforme da cafeteria que não favorecia nem um pouco, ainda assim a Luíza estava linda. Eu não resisti e me aproximei dela no balcão. — Desde quando está trabalhando aqui? — A alguns dias — ela respondeu de forma ríspida. — Você não comentou nada. — Não tive oportunidade. Ela estava dando respostas secas, mas ainda assim continuei tentando puxar assunto. — Acordou de ressaca? — perguntei na tentativa de quebrar o gelo. — Não muito! Acordei com dor de cabeça, tomei o remédio que tu havia deixado na mesa de cabeceira, tomei um banho e depois do café da manhã já estava bem. — Imaginei que iria precisar. — Obrigada! Felipe, me desculpa, mas preciso trabalhar. Sou nova aqui e não posso ficar de papo. Ela estava indiferente, com uma expressão séria e eu sinceramente

