Sebastian estava ouvindo a nossa conversa há quanto tempo? Espero que há pouco, pois do jeito que ele era arrogante até com a própria sombra, não tínhamos como prever o que ele faria ou diria com quem fala pelas costas dele. Mas não sei se essa deveria ser a minha maior preocupação nesse momento. — Não é o que parece — eu falei rapidamente, já me acusando com essa afirmação. — Cala a boca, Cornelius — Sebastian disse, sem muita paciência — eu já sei de tudo, não precisa disfarçar como se eu não tivesse ouvido toda a conversa. Romeu riu. Sebastian colocou os pés sobre a minha mesa, com sapatênis preto feito de couro, ironicamente, italiano. Os seus pés na minha mesa, o copo de Whisky de Romeu em suas mãos e o seu jeito arrogante indicavam que ele dizia a verdade e que poderia ser confund

