99- Entre facas e máscaras

1009 Words

Nina Narrando Respirei fundo. Mais uma vez. E outra. Ainda não era o suficiente pra tirar o gosto amargo da boca. Nem pra silenciar a voz da Sabrina na minha cabeça. Aquela maldita sabe exatamente onde apertar, como me fazer sentir pequena, descartável, substituível. Mas não sou. Fui eu quem segurou as pontas quando ela desapareceu da mídia. Eu que assumi os riscos, criei mentiras, limpei rastros. E, agora, ela quer cuspir em tudo isso? — Filha da mãe... — murmurei, jogando o celular longe no sofá. O apartamento em que estou hospedada é de um velho conhecido. Um daqueles caras que sempre teve uma queda por mim e nunca teve coragem de dizer. Mas bastou uma ligação, uma encenação de voz trêmula e pronto: abrigo garantido. Sabrina não sabe onde estou. Ainda. Mas não subestimo ela. Nunca

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