Rebeca narrando Minhas mãos tremiam. Mas não era medo. Era… excitação. Desejo. Ansiedade. Estar ali, em frente à porta do quarto dele, depois daquelas mensagens, era como ficar à beira de um abismo, e querer me jogar sem pensar nas consequências. Ele abriu a porta. Estava sem camisa, os músculos do peitoral definidos, cobertos por uma leve penugem que me fez engolir em seco. Os olhos dele estavam mais escuros. Quentes. Famintos. — Você veio... — ele disse, com aquela voz baixa e rouca que fazia meu ventre apertar. Assenti, sem conseguir dizer nada. Só sentia. Ele me puxou para dentro com delicadeza, como se eu fosse algo precioso. A porta se fechou atrás de mim, abafando o resto do mundo. Ali, só existíamos nós dois. — Rebeca… — ele sussurrou, tocando meu rosto com as pontas dos dedos

